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FaceApp explica o que faz com as fotos que você sobe no aplicativo

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Divulgação/FaceApp | Divulgação/FaceApp

Uma brincadeira viral e diversos alertas de especialistas. O FaceApp voltou a ser assunto nas redes sociais e na mídia após lançar um novo filtro que altera as características usualmente relacionadas a cada gênero.

Os alertas para que as pessoas não usassem o aplicativo foram feitos porque o FaceApp possui um histórico polêmico em relação a sua política de privacidade e termos de uso. Em resposta ao VIX, a empresa explicou o que faz com as fotos que os usuários sobem no servidor.

FaceApp é seguro?

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Reprodução/FaceApp

De acordo com nota enviada pela FaceApp, a tecnologia de inteligência artificial usada nos filtros exige cálculos avançados em um servidor, o que, segundo a empresa, tornaria impossível editar uma imagem em um smartphone.

"A imagem que não foi editada com nossos filtros não será enviada aos servidores e permanecerá apenas no seu dispositivo. Observe que não temos acesso a dados adicionais, como endereço de e-mail, ID da Apple ou iCloud ou contas do Google."

A nota diz ainda que todas as imagens são excluídas automaticamente nas 48 horas seguintes a serem editadas no aplicativo.

"Não podemos e não armazenamos imagens que nossos usuários carregam. As imagens compartilhadas com os servidores são totalmente anônimas e armazenadas criptografadas. Não podemos identificar o usuário, seu dispositivo ou outros dados com base nas imagens. Não os usamos em publicidade nem em nenhum outro caso público. Ninguém vê essas fotos, elas são processadas automaticamente apenas por computadores."

Alerta de especialistas

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David Becker/Getty Images

O advogado especialista em cibercrimes Luiz Augusto D'Urso explicou em entrevista ao VIX que uma recomendação básica em relação a aplicativos é sempre ler e entender a Política de Privacidade e os Termos de Uso do app.

Só que no caso do FaceApp essas informações estão disponíveis na língua inglesa, ou seja, não é todo mundo que vai entender o que está escrito.

A Política de Privacidade foi atualizada no começo deste mês, mas o especialista em cibercrimes alertou que ainda não ficou clara a finalidade do aplicativo e que o risco de roubo de alguns dados do usuário ainda existe.

Os dados armazenados em servidores de terceiros, quando roubados por cibercriminosos, podem ser usados até para a falsificação de identidades.

Outra polêmica é a questão do reconhecimento facial, muito utilizada por empresas de segurança hoje em dia.

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, de softwares de segurança para a Internet, alertou que essa mesma tecnologia é usada principalmente para a autenticação de senhas.

A Kaspersky faz um apelo aos usuários: “Entendam o reconhecimento facial como uma senha, não saia utilizando em todos os lugares”.

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