Usar máscara em casa ajuda a brecar transmissão secundária de coronavírus, diz estudo

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Um estudo realizado na China mostrou que usar máscaras de proteção dentro de casa pode ajudar a conter a transmissão do novo coronavírus (SARS-Cov-2) entre membro da família.

O trabalho, publicado na revista científica BMJ, analisou como está sendo a transmissão do SARS-Cov-2 dentro dos lares que utilizam os chamados métodos não-farmacêuticos de controle do vírus: máscaras, distanciamento social e técnicas de higiene.

Por que usar máscaras contra o coronavírus

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Embora em um primeiro momento o uso de máscaras não tenha sido recomendada por órgãos de saúde, isso foi revisto e hoje em dia o acessório se tornou fundamental no controle do coronavírus.

Assim como o vírus influenza (gripe) e outras infecções virais, o SARS-CoV-2 é transmitido especialmente pelo contato de gotículas infectadas com as vias aéreas de uma pessoa saudável. Desse modo, as máscaras são usadas para evitar esse tipo de contágio.

Além das máscaras de produção industrial, feitas especialmente para a proteção de profissionais de saúde, as máscaras caseiras também passaram a ser recomendadas e utilizadas pela população.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aconselhável, porém, é que as máscaras caseiras tenham pelo menos três camadas feitas de tecidos com diferentes propriedades para assegurar o bloqueio à transmissão do coronavírus.

Máscara em casa pode conter transmissão na família

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Para entender melhor a transmissão secundária dentro de casa, ou seja, como um membro da família contamina um parente que reside na mesma casa que ele, em um período de duas semanas desde o primeiro caso identificado na casa, os pesquisadores chineses realizaram um estudo com 335 pessoas, de 124 famílias da China, entre os dias 28 de fevereiro e 27 de março de 2020.

A escolha das famílias, segundo o estudo, deu-se a partir de lares em que pelo menos um membro havia recebido o diagnóstico de COVID-19.

Para isso, os cientista analisaram, também, como está sendo a efetividade dos métodos não-farmacêuticos de controle do vírus em casa.

Durante o estudo, foi realizado um questionário com as famílias para analisar hábitos como o uso de máscaras entre os membros da casa, de que forma estava sendo realizado o distanciamento social (se as pessoas mantinham uma distância de 1 metro do infectado, se assistiam TV juntas, entre outros hábitos) e suas práticas de higiene para conter o coronavírus.

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Após a análise das famílias, verificou-se uma transmissão secundária em 41 delas (foram 77 casos confirmados de COVID-19, a partir das 335 pessoas analisadas).

Verificou-se, também, que o uso de máscaras entre os membros da família foi essencial para brecar o vírus em casa.

De acordo com o estudo, o uso da máscara pela primeira pessoa infectada e por seus familiares barrou em 79% a transmissão do SARS-Cov-2. O uso de desinfetantes, como álcool e cloro, correspondeu a uma redução de 77%.

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A falta de distanciamento entre as pessoas da família, por sua vez, aumentou em 18 vezes o risco de transmissão do vírus; a diarreia causada pela doença, quatro vezes.

Entre as conclusões retiradas do estudo, os cientista lembram que a transmissão na fase pré-sintomática ou sintomática da COVID-19 é determinante para o contágio dentro de casa.

"Este estudo reforça a alto risco de transmissão nos domicílios, mas mostra, de maneira importante, que a máscara e as medidas de higiene podem reduzir significativamente o risco de transmissão doméstica do COVID-19, independentemente do tamanho ou aglomeração."

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