Saiba se dá para pegar DST ou engravidar em piscina onde houve sexo, como na Fazenda

Como frequentemente acontece em reality shows, dois participantes da 11ª edição de “A Fazenda” (Record TV) se envolveram e o clima esquentou em mais de uma situação. Tanto na parte interna quanto externa da casa, Tati Dias e Guilherme Leão praticaram atos sexuais, causando incômodo nos outros participantes e levantado dúvidas sobre a possibilidade de isso gerar riscos aos colegas de confinamento.

Sexo em “A Fazenda” causa questionamentos

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As cenas em questão foram exibidas para assinantes do “PlayPlus” (serviço que permite ficar ligado no que acontece no reality o tempo todo), mas internautas não demoraram em repostar algumas das imagens e narrar nas redes sociais o que viram.

Segundo eles - e falas do próprio casal -, Tati e Guilherme transaram na cama, no sofá e até na piscina.

Por falarem abertamente sobre esses momentos quentes, a dupla passou a ser alvo de críticas tanto pelos espectadores quanto pelos próprios participantes do programa, que demonstraram certo asco pelo fato de as relações estarem ocorrendo em locais compartilhados da casa.

Além das críticas, porém, surgiram também dúvidas quanto à possibilidade de os locais da casa onde o casal fez sexo estarem “contaminados”, criando então riscos de problemas de saúde e até de gravidez aos outros participantes do reality.

Entrar em piscina onde alguém fez sexo

Transmite doença?

Ainda que certamente seja desconfortável saber que alguém teve relações sexuais em áreas comuns da casa, no entanto, o risco de transmissão de doenças ou de fecundação de terceiros a partir de fluidos corporais deixados nestes locais é, segundo Marcelo Ponte, ginecologista da clínica Mais Excelência Médica, bastante improvável.

Conforme explica o médico, em geral, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs, como sífilis e gonorreia, por exemplo) não são transmitidas em situações como a de entrar em uma piscina onde um casal fez sexo. “A piscina é muito pouco provável porque, além de o cloro dar uma esterilizada, os vírus e bactérias não nadam, não vão contaminar outra pessoa”, afirma o especialista.

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Kateryna Kon/shutterstock

Quanto a sentar-se ou deitar-se na superfície onde houve uma relação sexual, Ponte enfatiza que a probabilidade segue extremamente baixa, mas pode ocorrer caso o microrganismo em questão seja o Papilomavírus Humano - o HPV. Segundo ele, o vírus pode ser transmitido por meio de superfícies contaminadas, como a partir do compartilhamento de toalhas, por exemplo.

Além disso, o médico também lembra que o HIV (vírus causador da Aids) não é transmitido de nenhuma destas formas, tendo seu contágio restrito ao contato sexual sem preservativos, perfuração com objetos cortantes infectados, transfusão sanguínea e transmissão mãe-feto.

Pode engravidar?

Sobre a possibilidade de gravidez, o especialista é categórico: “Isso não engravida, é impossível”.

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Chanintorn.v/Shutterstock

Sexo na água oferece riscos ao casal

Embora seja improvável que terceiros sejam afetados quando duas pessoas transam em uma piscina, o próprio casal pode estar se expondo a riscos. Segundo Poliani Prizmic, ginecologista e obstetra, fazer sexo na água é arriscado, seja a relação na piscina, na banheira ou em outros locais como estes.

Em primeiro lugar, o movimento da penetração bombeia água para dentro do canal vaginal, gerando a possibilidade de ela passar pelo colo do útero, chegar às trompas e causar uma infecção. Além disso, outro problema é o de que a pressão da água combinada ao vácuo criado pelo pênis no local pode machucar a mucosa, e tanto o cloro quanto microrganismos podem provocar alergias.

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SOPRADIT/shutterstock

Saúde sexual