6 tipos de mulher correm mais risco de ter uma gravidez fora do útero

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A gravidez fora do útero, chamada de gravidez ectópica, é caracterizada por uma gestação em que o desenvolvimento embrionário ocorre em um local fora da cavidade uterina, onde há endométrio capaz de sustentar a gravidez, como nos ovários, colo do útero, cavidade abdominal e trompas.

A suspeita de uma gravidez ectópica pode ser confirmada com a realização de ultrassonografia e exames de sangue e pélvico. Os sintomas mais comuns são: hemorragia vaginal, dores pélvicas e abdominais, desconfortos nas relações sexuais, vertigens e até desmaios. E alguns tipos de mulheres correm mais risco de ter uma gravidez fora do útero.

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Mulheres que usam DIU como método contraceptivo

Mulheres que optam pelo DIU para evitar uma gestação têm maiores riscos de ter uma gravidez fora do útero. Isso porque, neste caso, é possível que a mobilidade das trompas seja diminuída, afirma a ginecologista e obstetra Daniela Gouveia.

A mobilidade das trompas é o que empurra o óvulo até a cavidade uterina, portanto, ele acaba não chegando lá e pode se fixar nas trompas, onde é fecundado pelo espermatozoide, levando a um quadro de gravidez ectópica.

Mulheres com Doença Inflamatória Pélvica

A Doença Inflamatória Pélvica é uma síndrome que acomete os órgãos genitais femininos, causada pelas bactérias Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, através de uma relação sexual desprotegida com um parceiro contaminado. A condição também pode favorecer uma gravidez fora do útero.

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Mulheres que tiveram gravidez ectópica anterior

Estima-se que mulheres que já tiveram uma gravidez fora do útero têm até dez vezes mais chances de apresentar o quadro novamente.

Mulheres que passaram por cirurgia abdominal anterior

A gravidez ectópica tem ainda mais chances de ocorrer entre mulheres que fizeram cirurgia abdominal ou pélvica prévia, particularmente, cirurgia tubária.

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Mulheres com endometriose

Pacientes com histórico de endometriose também têm maiores riscos de desenvolver uma gravidez ectópica. A condição é ocasionada quando o endométrio, tecido que reveste o útero, se espalha por outros órgãos da cavidade abdominal e inflama, explica o especialista em ginecologia e presidente do Congresso Mundial de Endometriose Mauricio Abrão.

Mulheres que engravidaram por técnicas de reprodução assistida

A fertilização in vitro pode ocasionar um risco levemente maior de gravidez ectópica. A taxa, no entanto, é pequena e, geralmente, similar à de mulheres com histórico de infertilidade.

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A gravidez ectópica não é capaz de prosseguir normalmente e a condição resulta em aborto, já que o óvulo que foi fecundado não sobrevive e o crescimento do feto pode destruir as estruturas do corpo da mulher.

Quando detectada, a gravidez fora do útero deve ser tratada e a terapia varia de acordo com o avanço da gestação, podendo contar com uso de medicamentos até cirurgia para interromper a gravidez. Se, após o tratamento, as trompas permanecerem intactas, são grandes as possibilidades de a mulher ter uma gestação normal no futuro.

Cuidados durante a gravidez