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Ato de coragem de Biles fez Flávia Saraiva contar que já passou por mesmo problema

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Ezra Shaw/Getty Images | Jamie Squire/Getty Images

Um dos fatos mais surpreendentes das Olimpíadas de Tóquio foi a ausência de Simone Biles em quatro finais individuais de ginástica artística. Isso porque a norte-americana resolveu abrir mão das medalhas olímpicas para preservar a sua saúde mental.

Ao longo dos últimos anos, a jovem de apenas 24 anos enfrentou bastante pressão para se tornar uma atleta de elite, e sentiu o peso ainda maior nos ombros nos Jogos Olímpicos. Após a decisão de ficar de fora das finais, Biles participou apenas da disputa na trave nesta terça-feira (3) – na qual conquistou a medalha de bronze.

Seu ato de coragem, no entanto, deu abertura para que diversas ginastas falassem sobre a importância de colocar a saúde em primeiro lugar. Entre elas está a brasileira Flávia Saraiva, que confessou já ter passado por uma situação semelhante.

Flavinha Saraiva já passou pelos problemas de Simone Biles

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Elsa/Getty Images

Em entrevista à TV Globo após sua apresentação na trave, Flavinha Saraiva elogiou a coragem de Simone Biles em voltar ao ginásio e acabou revelando que “passou pelo mesmo que a norte-americana”.

“O principal de tudo é que a Simone conseguiu voltar, ver o que ela pode fazer. Óbvio que ela fez história para a ginástica, para nós atletas. É muito mais fácil uma pessoa muito grande como ela mostrar que isso acontece do que qualquer outra atleta não igual a ela”, disse a brasileira.

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Laurence Griffiths/Getty Images

“Não é frescura. Vai mais além do mental, é uma coisa que você não tem controle. Você sabe fazer o movimento, mas na hora te dá um branco na cabeça. Ou então você está fazendo o movimento e sua cabeça para. É perigoso, porque a gente não está fazendo um esporte fácil. Tem risco, e não é risco bobo, é risco de vida. É você poder se machucar, é você acabar com sua carreira, que você treinou por anos.”, continuou a ginasta.

“Eu já passei por isso, sei como é. É uma sensação horrível você não saber onde está, você ir para o ginásio e não saber como fazer os elementos. É muito ruim. É algo que a gente vai vencendo aos poucos. A gente vai quebrando barreira por barreira”, revelou Flavinha.

“Ela ter esse reconhecimento, entender e se proteger é o mais importante de tudo. Sinto que ela é muito vitoriosa de ter enfrentado isso, contado para as pessoas e ter conseguido uma medalha. Isso é incrível”, completou.

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