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Medalha de bronze: por que trave foi o único aparelho do qual Biles não desistiu?

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Jamie Squire/Equipe/Getty Images

Simone Biles participou de todas as classificatórias, tanto no individual geral, quanto por aparelhos, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Entretanto, a atleta estadunidense desistiu de disputar várias finais porque não estava se sentindo bem emocionalmente para competir.

No entanto, na manhã da segunda-feira (2), a confederação da ginástica dos Estados Unidos confirmou que a atleta participaria da final na trave e disputará uma medalha nas Olimpíadas de Tóquio.

Mas por que esse foi o único aparelho que Simone topou enfrentar?

Simone Biles vai participar de final na trave

Após abrir mão de disputar nas finais individual, geral e por aparelhos, como barras assimétricas, salto e solo nas Olimpíadas, Simone Biles lutou por uma medalha na trave.

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Jamie Squire/Getty Images

A notícia foi confirmada pela confederação da ginástica dos Estados Unidos, em um comunicado compartilhado no Twitter:

"Estamos muito empolgados em confirmar que você verá duas atletas dos Estados Unidos na final da trave amanhã - Suni Lee E Simone Biles! Não vemos a hora de assistir as duas!".

A final na trave aconteceu nesta terça-feira (3) às 5h50, horário de Brasília, e a gigante da ginástica norte-americana acabou em terceiro, ficando com a medalha de bronze.

Por que atleta decidiu competir na trave?

Recentemente, em seu perfil do Instagram, Simone publicou vídeos em que apareceu treinando manobras nas barras assimétricas. Segundo a atleta, ela vive um momento de falta de sincronia entre o corpo e a mente e divulgou as imagens para comprovar.

A ginasta não tem conseguido completar os saltos, aterrissando em posições inadequadas nos colchonetes e mostrando o quão arriscado seria competir desta forma, já que se caísse durante uma competição, seria em uma superfície dura, com risco de lesões.

Mas, após desistir de quase todas as finais da ginástica, a atleta vai competiu na final da trave e segundo Ana Paula Adami, psicóloga, ex-atleta da ginástica e diretora de comunicação do Esporte Clube Pinheiros, a decisão de Simone de disputar a medalha está ligada à habilidade que ela tem no aparelho.

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Laurence Griffiths/Getty Images

Embora também haja saltos na trave e risco de queda, Simone tem muito domínio sobre o aparelho.

"A trave é um aparelho que a Simone Biles domina muito bem e mesmo que ela caia, pelo fato de executar exercícios muito difíceis, de pontuações altas, a probabilidade de ela ganhar uma medalha é muito maior", afirmou Ana Paula.

Ela ainda explicou que o time dos Estados Unidos está preservando a imagem da atleta, já que não seria bom para sua carreira, nem para seu emocional, cair e perder várias medalhas diante de um desempenho excelente que ela apresentou nas últimas duas Olimpíadas, de Londres, em 2012 e do Rio de Janeiro, em 2016.

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Laurence Griffiths/Getty Images

"Os Estados Unidos estão preservando a atleta de uma exposição desnecessária. Ela já está na terceira Olimpíada e nas duas últimas foi unanime. Eu vejo que o fato de ela estar desestruturada emocionalmente, aliada ao fato de se preocuparem com a imagem dela, eles decidiram não expor a atleta no sentido de ela competir e não ganhar medalha".

Para a ex-ginasta, o fato de Simone ter grandes chances de se tornar medalhista na trave - algo que se confirmou - proporciona mais segurança e confiança à atleta e, por isso, o time apoiou sua decisão de competir.

"A Simone Biles é uma atleta que dificilmente cai na trave. Ela sempre competiu muitíssimo bem nesse aparelho. As chances de ela ganhar uma medalha na trave são maiores", finalizou Ana Paula.

Simone Biles nas Olimpíadas