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8 famosos que enfrentaram dependências químicas e tiveram a bravura de falar abertamente

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Rede Globo/Raphael Dias | Tom Pennington/Equipe/Getty Images

A luta contra a dependência química é uma temática recorrente entre pessoas famosas que, por terem suas vidas expostas e grande facilidade de entrar em contato com álcool e drogas, acabam frequentemente no centro de polêmicas relacionadas ao assunto. Ao mesmo tempo em que é comum ver celebridades sendo internadas em centros de reabilitação, porém, muitas dão a volta por cima – e, hoje, inspiram pessoas como elas.

Famosos que venceram a dependência química

Devido à fama, celebridades passam pelos altos e baixos da vida diante do público – e, quando sofrem com a dependência química, são frequentemente criticados mesmo ao buscar tratamento, tornando-se até “conhecidos” pela própria doença. Muitos, porém, falam abertamente sobre suas lutas para combater o estigma em torno dessa doença e, em uma jornada caracterizada como eterna, são verdadeiros exemplos de superação. Conheça oito delas:

Walter Casagrande Jr.

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TV Globo/Reinaldo Marques

Desde sua época como jogador de futebol, o hoje comentarista esportivo Walter Casagrande Jr. é bastante familiarizado com drogas. Ainda jovem, ele buscava na cocaína, na heroína, no álcool e em outras substâncias um conforto para sentimentos que não entendia – e o hábito continuou sendo parte da vida dele por muitos anos.

Em entrevista ao apresentador Fábio Porchat no “Papo de Segunda” (GNT), Casagrande comentou que, nos anos 1990, ele fez a primeira tentativa de parar com o uso de drogas por conta própria, mas a experiência não saiu como o esperado justamente porque, durante o processo, ele finalmente percebeu o quanto estes hábitos destrutivos foram a forma encontrada por ele para preencher um grande vazio.

“Eu sempre falei assim: ‘Quando eu parar, vai ser legal porque eu vou fazer tudo o que eu quero’. Quando eu parei, percebi que tudo o que eu queria era usar droga”, afirmou o ex-jogador, explicando que a situação piorou depois disso. Em meados de 2006, ele teve uma overdose na frente de um dos próprios filhos – e, por isso, foi internado durante quarenta dias.

O curto período na reabilitação, porém, não foi o suficiente e, no ano seguinte, ele sofreu um acidente de carro que o deixou hospitalizado em estado grave. Diante do fato de que o acidente foi causado justamente pelos efeitos das muitas drogas consumidas por ele na época, a alta hospitalar de Casagrande foi seguida pela internação compulsória do comentarista, autorizada pelo filho mais velho dele.

Após sair da Unidade de Terapia Intensiva e ser levado a uma clínica especializada em cuidar de dependentes químicos, Casagrande passou um ano em um tratamento “fechado”, sem poder deixar o local. Em 2008, ele foi liberado – mas nunca deixou de frisar que a luta não termina aí. “A coisa mais difícil é quando você sai e tem que cuidar da sua vida”, disse ele na conversa com Porchat.

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Globo/Ramón Vasconcelos

Durante os próximos anos, Casagrande teve supervisão de acompanhantes terapêuticas que iam com ele a todos os lugares até que ele estivesse seguro de que poderia cuidar de si mesmo sozinho. Apesar de crer que ninguém se cura desta doença, ele aprendeu a driblar os gatilhos e se orgulha em lembrar que, na Copa do Mundo de 2018, fez a cobertura de um evento esportivo sóbrio e sozinho pela primeira vez.

“Tive que lidar com as coisas e fui vendo que conseguia. Fui pegando força. Via coisas, via festas, ia em jantares, e ficava de boa. Fui crescendo. Aquele negócio que você fala: ‘Está funcionando, estou forte, eu consigo’”, disse ele, que se emocionou muito durante a final do campeonato e afirma ter se sentido vitorioso. “Não literalmente, mas eu recebi meu troféu”, comentou.

Bárbara Gancia

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Reprodução/Rede Globo

Ex-apresentadora do “Saia Justa” (GNT), a jornalista Bárbara Gancia é outra pessoa pública que tem uma história bastante longa e intensa com a dependência química. Conforme contou no “Conversa com Bial”, ela só começou a beber compulsivamente na idade adulta – mas foi ainda criança, aos três anos de idade, que ela experimentou álcool pela primeira vez durante uma festa infantil.

Segundo a jornalista, ela ficou curiosa sobre os copos com restos de bebida que estavam sendo retirados da festa e, escondida, tomou todos os que conseguiu. “Depois, me encontraram no corredor trançando as pernas. Eu gostei”, disse Bárbara, que voltou a ingerir álcool em bombons recheados de licor aos seis anos e, aos nove, tomou ponche escondida durante um evento em família até ficar alcoolizada.

Nas festas que frequentava na pré-adolescência, ela então passou a beber com mais frequência – algo que deu início a um processo difícil marcado por uma série de situações desagradáveis e perigosas. Certa vez, ela chegou a cair em um lago de carpas durante uma festa (e permaneceu no evento mesmo ensopada) e, em um exemplo mais trágico, sofreu um acidente de carro que causou a perda de um dos olhos.

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Reprodução/GNT

Sem sucesso em suas tentativas de deixar o álcool de lado por conta própria, ela foi então levada a uma clínica de reabilitação por um amigo, o também jornalista Ruy Castro. Na ocasião, ele pediu que ela o acompanhasse em uma das avaliações periódicas pelas quais passava após a própria internação – e, lá, ela fez uma espécie de teste que escancarou sua relação problemática com a bebida. “Gabaritei a prova”, disse.

Após sua internação na clínica e o início das idas a grupos de auxílio a pessoas viciadas, a jornalista rompeu o ciclo do vício e, há mais de uma década, não põe uma gota de álcool na boca. Orgulhosa do caminho que trilhou, ela não se sente tentada a retomar os antigos hábitos. “Quando você vê tudo o que construiu depois que parou de beber, não quer mais jogar fora”, afirmou Bárbara.

Fábio Assunção

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AgNews

O problema do ator Fábio Assunção com as drogas veio a público em 2008 quando um homem foi preso enquanto oferecia cocaína a ele em um flat. Na sequência, o ator se distanciou da novela “Negócio da China” (Rede Globo) e passou por uma internação em uma clínica de reabilitação. Após deixar o local, ele passou a falar abertamente sobre o tema, e confessou que aquela era a terceira internação.

Conforme contou ao “Fantástico” (Rede Globo) na época, o ator já apresentava uma relação problemática com drogas há anos e, antes de a questão vir a público, ele já estava tentado se desvencilhar dos hábitos destrutivos. Mesmo após duas internações em uma clínica nos Estados Unidos, porém, ele seguia tendo recaídas – e a situação piorou em 2008, ano em que tudo veio a público.

“Chegou uma hora que eu realmente fiquei perdido. Não sabia mais se era terça-feira, se era quinta-feira, se era sábado”, disse Fábio na ocasião, comparando as dificuldades da reabilitação e as causadas pelo vício. “Esse tipo de tratamento é como se você atravessasse um deserto, é um momento de solidão – mas nada é mais difícil do que viver com a droga”, concluiu.

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Globo/Divulgação

Na década seguinte, o ator não chegou a ter outras internações noticiadas, mas acabou tomando a mídia diversas vezes pelo envolvimento em polêmicas, lembrando como a luta contra a dependência química geralmente não é algo linear. Após aparecer alterado em vídeos que se espalharam pela web, ele começou a ser alvo de piadas e até uma música que falava em beber até “ficar loucão” e, assim, ativar o “modo Fábio Assunção”.

Foi aí, porém, que ele “virou a chave”. Ao fazer um acordo com os autores da música para que os lucros fossem destinados a instituições que cuidam de dependentes químicos, a forma como Fábio se preocupava com a questão ficou cada vez mais evidente – e, daí para frente, ele passou por uma transformação inspiradora diante dos olhos do público.

Para viver um personagem vários anos mais novo que ele, Fábio deu início a uma preparação física que, além de envolver um treino rigoroso, também pedia uma mudança drástica de hábitos. Ao mergulhar de cabeça nestas mudanças, ele perdeu mais de 27 kg, se viu mais disposto, passou a estudar diversos temas dos quais gosta, se declarou livre dos vícios e até se casou novamente.

Após essa jornada, o discurso do ator sobre si mesmo se tornou inspirador. “Eu gostaria que todas as pessoas que aplaudiram o meu fracasso comecem a aplaudir as minhas vitórias. [...] Eu faço isso porque mereço alegria, bem-estar, felicidade, prosperidade e, principalmente, eu faço isso pela minha família e pelos meus filhos, para que nunca o sorriso saia do rosto dos meus filhos”, disse ele em um vídeo em seu Instagram.

Vera Fischer

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Cesar Alves/TV Globo

Conhecida especialmente por seus papéis em novelas de sucesso e por sua beleza (que já lhe rendeu o título de Miss Brasil em 1969), a atriz Vera Fischer também já teve problemas com drogas e, após internações, conseguiu se distanciar das substâncias que consumia. A luta, como de costume, foi bastante longa: internada pela primeira vez nos anos 1990, ela ainda viveu ao menos três internações, sendo a última em 2011.

Na primeira vez em que foi internada, a intervenção da família aconteceu após a atriz ser denunciada pela babá de seu filho (que a acusava de agressões) e outros episódios de descontrole emocional. Dois anos depois, em 1997, ela então retornou a uma instituição especializada, onde passou oito semanas em uma rotina rigorosa envolvendo terapia, palestras e meditação.

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TV Globo

Em 2008, ao veículo “Extra”, ela falou abertamente sobre a dependência, destacando a dificuldade do tratamento. “Esta é a parte mais difícil: admitir que está doente, que tem um problema. Não adianta alguém impor ou obrigar a nos tratarmos. A gente tem que ter essa atitude. Não cheguei a pedir para me afastar de um trabalho, mas deu muito trabalho me recuperar”, afirmou a atriz.

Já em 2011, ela foi novamente internada em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos – e por decisão própria, com o apoio de familiares e outras pessoas próximas. Nos anos que sucederam esta internação, ela afirmou não ter retomado a relação problemática com o álcool, e disse até que seu organismo não tolera mais a substância.

Questionada no "Conversa com Bial" sobre ainda beber, ela confessou que tem esse hábito em situações raras. “Pouco, mas bebo. Só que meu organismo está tão limpo que, se eu beber um pouco mais, vomito. Meu organismo não suporta mais”, relatou Vera, que, em 2019, voltou a dar declarações poderosas sobre o caminho que trilhou na direção oposta da dependência química.

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João Miguel Júnior/Globo

À revista “Pop-Se”, em 2019, ela reconheceu que a luta só teve frutos quando tratar-se foi uma escolha dela, e disse estar decidida a seguir bem. “Não tive recaídas. Depois que decidi largar as drogas, não teve volta. Essa é uma decisão construída ao longo do tempo, então, quando é tomada, já está enraizada na gente. Não tive que ser convencida por ninguém. Eu mesma decidi. Essa fase passou na minha vida”, afirmou a atriz.

Na mesma entrevista, ela lembrou ainda que toda esta vivência – desde a descoberta das drogas até as passagens pelas clínicas de reabilitação – lhe trouxe algo muito positivo. “Eu acho que todos que passam por isso e conseguem superar, saem melhores. A experiência é um aprendizado, mas a saída das drogas é um aprendizado ainda maior”, disse Vera.

Dinho Ouro Preto

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TV Globo/Zé Paulo Cardeal

Ao longo de sua carreira como líder do grupo Capital Inicial, o músico Dinho Ouro Preto também esbarrou nas drogas bastante cedo – e desenvolveu com elas uma relação tóxica de muitas décadas. Nos muitos anos de estrada, ele foi usuário de cocaína, ácido, álcool e outras substâncias, mas, após muito mal-estar ligado ao vício, ele também conseguiu se livrar da dependência química.

Com a adição de hábitos como a prática da corrida na rotina e muita disciplina tanto durante as turnês quanto no dia a dia, o cantor disse à revista “Veja” que conseguiu, ao longo dos anos, se livrar da cocaína, do cigarro e também do álcool. Além disso, durante a pandemia de COVID-19, o ator foi infectado pela doença, e a pausa forçada na vida de músico o ajudou a largar o último vício: Rivotril.

Conforme contou, durante as “rotinas insanas de viagens”, ele tinha muita dificuldade para dormir, e acabou criando o hábito de tomar o remédio, frequentemente usado para estes fins sob prescrição médica. “A COVID-19 me ajudou nisso: só consegui me livrar [do vício em Rivotril] quando parei minha rotina totalmente. Era a última substância que eu precisava largar. Agora posso dizer que estou limpo”, celebrou.

Bárbara Borges

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Renato Rocha Miranda/TV Globo

No início de 2019, a atriz Bárbara Broges surpreendeu muita gente ao revelar que havia notado nos últimos anos uma relação bastante problemática com a bebida alcoólica. Na ocasião, ela usou uma postagem no Instagram para falar sobre o assunto, comentando que o abuso de álcool não combinava mais com os hábitos que ela estava se propondo a seguir naquela fase da vida e, portanto, precisava acabar.

“Foi difícil enxergar isso? Fooooooi! Uma luta! Uma luta real, comigo mesma! Porque essa relação foi desenvolvida muito além do hábito social de ‘tomar uma cervejinha’, ‘beber um vinhozinho’ para enturmar e sim pra tentar preencher vazio, pra esquecer dores do coração, pra anestesiar, pra não sentir”, desabafou ela, afirmando que, naquela época, ela já estava há quatro meses sem beber.

Após tomar esta decisão, ela foi bastante aplaudida pelo público, que se surpreendeu com a revelação e a elogiou tanto pela determinação em largar velhos hábitos quanto pela coragem em falar sobre isso. Desde então, ela vem comemorando cada ano que passa sem ingerir bebidas alcoólicas, e os novos hábitos visivelmente fizeram muito bem à atriz.

“Me libertei de um padrão que não me fazia mais bem! Enfrentei a minha batalha interna! Abandonei minha válvula de escape e encontrei a liberdade do meu ser”, escreveu a atriz em uma postagem na qual celebrou dois anos desde a decisão de largar o álcool.

Daniel Radcliffe

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Suzi Pratt/Getty Images

Protagonista da saga “Harry Potter”, o ator Daniel Radcliffe literalmente cresceu diante das câmeras e teve dez anos de sua juventude observados de perto pelo público – algo que teve consequências nada saudáveis para a saúde mental do ator. Conforme contou ele no programa “Off Camera”, em 2019, ser vigiado o tempo todo não é fácil, e é especialmente desafiador lidar com isso quando se é jovem.

“No meu caso, a forma mais rápida de me esquecer do fato de que eu estava sendo vigiado era ficar muito bêbado. Aí quando você fica bêbado, você fica ciente de que: ‘Ah, as pessoas estão vigiando mais agora porque estou muito bêbado, então eu provavelmente deveria beber mais para esquecer mais’”, disse o ator, afirmando ter entrado em um ciclo bastante ruim com o álcool a partir desta prática.

Em algumas ocasiões, o ator foi fotografado em momentos em que estava visivelmente alterado durante noitadas e foi, por algum tempo, visto como mais um ator mirim que “escolheu o caminho errado”. Daniel, no entanto, simpatiza com outros famosos vistos desta forma, afirmando que a pressão que estas pessoas recebem ainda jovens é algo extremamente sufocante.

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Peter Kramer/Equipe/Getty Images

“Parte disso é a expectativa de que você esteja maravilhado o tempo todo. Você tem um ótimo trabalho, você é rico, você não tem direito de se sentir triste. Isso é uma pressão, porque se você de repente começa a se sentir, tipo: ‘Cara, se eu estou sentindo alguma emoção humana, isso significa que eu estou fazendo isso errado? Não sou bom em ser famoso ou não sou bom em viver minha vida?’”, disse ele.

Felizmente, em meados de 2011, o ator tomou a decisão de parar de beber após perceber que aquilo não o faria feliz. “Eu bebia buscando felicidade e buscando um estilo de vida que eu pensei que me traria felicidade, mas não trouxe. Acordei em uma manhã pensando: ‘Uau, eu bebi muito, mas ainda não estou feliz’. Minha vida se transformou visivelmente, é algo maravilhoso”, disse ele à “BBC Radio 1”, em 2012.

Demi Lovato

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Matt Winkelmeyer/Getty Images

Assim como outros jovens artistas lançados muito jovens à fama mundial, Demi Lovato teve de encarar problemas muito difíceis ainda na adolescência. Para os fãs, era claro desde muito cedo que a cantora lidava com questões de autoestima e distúrbios psicológicos – mas, em meados de 2013, ela surpreendeu a todos ao revelar que, além disso, ela também havia sofrido com a dependência química.

Em entrevista ao veículo “Access Hollywood” naquele ano, Demi confessou que manipulava as pessoas a seu redor ao máximo para fingir que estava tudo bem enquanto, na realidade, ela estava usando cocaína de meia em meia hora. “Eu levava [cocaína] em aviões. Apenas esperava todo mundo na primeira classe dormir e usava ali mesmo. Ia para o banheiro e usava”, disse ela na época.

Em 2017, porém, o documentário sobre a cantora, “Simply Complicated”, deu mais detalhes sobre toda a jornada de Demi com as drogas até aquele ano. Segundo a própria artista, ela usou cocaína pela primeira vez em 2009, aos 17 anos, e em 2010 teve sua primeira passagem por uma clínica de reabilitação após agredir uma de suas dançarinas – mas o tratamento, na época, não funcionou.

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Andrew H. Walker/Getty Images

Já em 2013, na época das revelações, ela foi novamente internada em uma clínica de reabilitação – e Demi entrou então em um processo de recuperação cheio de altos e baixos. Em março de 2018, ela comemorou seis anos de sobriedade usando as redes sociais, mas em junho, apenas três meses depois, a cantora lançou uma música em que, na letra, confessava estar passando por um momento de recaída.

Um mês após o lançamento da canção, chamada “Sober” (“Sóbria”), Demi então chegou a um dos pontos mais baixos da dependência química e, em julho, teve uma overdose. Na época, após um período hospitalizada, ela usou as redes sociais para contar aos fãs que estava, novamente, buscando ajuda. “Mal posso esperar pelo dia em que eu posso dizer que cheguei ao outro lado. Continuarei lutando”, disse ela em um post no Instagram.

Por algum tempo, Demi ficou longe dos holofotes – mas, quando ressurgiu, foi com discursos bastante inspiradores sobre sua luta. Em 2019, no dia em que completaria sete anos sóbria, ela escreveu: “Não me arrependo de ter saído porque precisava cometer aqueles erros, mas não posso nunca me esquecer de que isso é exatamente o que eles foram: erros”.

Em 2020, ela fez seu retorno aos palcos no Grammy Awards, emocionando muita gente ao cantar “Anyone", canção forte em que desabafa sobre ter usado as drogas como forma de preencher um vazio. Hoje, recuperada, ela usa as redes sociais para passar uma mensagem positiva, chamando a atenção do público para questões como saúde mental e autoestima e aconselhando que as pessoas busquem ajuda para problemas como os dela.

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Emma McIntyre/Equipe/Getty Images

Histórias inspiradoras