Linfoma pode ser de 3 tipos: sintomas, tratamento e chances de cura

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O linfoma é o surgimento de células malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções. A doença atinge as células de defesa do organismo e a cura total só pode ser comprovada após cinco anos sem nova incidência do problema.

Tipos de linfoma

Os linfomas mais frequentes decorrem do aumento dos gânglios linfáticos e são classificados como Hodgkin e não Hodgkin. De forma geral, podem ser indolentes (não agressivos), agressivos ou muito agressivos.

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Não-Hodgkin

Os linfomas não-Hodgkin acometem com maior frequência o sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal, assim como a medula óssea. Pode ainda atingir linfonodos na pele próximos ao cotovelo, ao joelho e ao intestino, além de áreas próximas às amígdalas.

Hodgkin

No linfoma de Hodgkin, os tumores se disseminam de um grupo de linfonodos para outros grupos através dos vasos linfáticos. O local mais comum de envolvimento é o tórax, segundo informações do Hospital Israelita Albert Einstein.

Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum no adulto jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior frequência entre 25 a 30 anos. A incidência de novos casos permaneceu estável nos últimos 50 anos, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% nas últimas cinco décadas.

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Burkitt

O linfoma de Burkitt é uma forma agressivas do linfoma não-Hodgkin. O paciente, neste caso, normalmente recebe quimioterapia intensiva e deve permanecer no hospital durante o tratamento. Segundo informações do Instituto Oncoguia, possui taxa de cura de mais de 90%.

Causas

De acordo com o hematologista Nelson Hamerschlak, do Hospital Israelita Albert Einstein, as causas de todos os linfomas ainda não são conhecidas. Alguns deles estão claramente ligados a problemas virais. Outros simplesmente acontecem e não conseguem determinar uma causa, afirma o médico.

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Sintomas

Os sintomas podem variar um pouco de acordo com o tipo de linfoma, mas os sinais da doença, basicamente, são:

  1. Aumento dos gânglios na região do pescoço ou abaixo da mandíbula
  2. Aumento de gânglios nas axilas
  3. Aumento de gânglios acima ou abaixo das clavículas
  4. Aumento de gânglios do lado interno dos braços
  5. Aumento de gânglios na virilha.
  6. Tosse com ou sem expectoração
  7. Dores no tórax e dificuldade para respirar
  8. Febre (geralmente inferior a 38 graus)
  9. Transpiração noturna
  10. Perda de peso inexplicável
  11. Coceira generalizada e intensa

Onde pode dar

O aumento dos gânglios que indica um linfoma pode aparecer na região do pescoço ou abaixo da mandíbula, além de outras regiões do corpo, como nas axilas, acima ou abaixo das clavículas, do lado interno dos braços na altura dos cotovelos ou na virilha.

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Tratamento

O tratamento de linfomas varia de acordo com o paciente e depende do tipo da doença. Os recursos utilizados normalmente são radioterapia, quimioterapia e imunoterapia.

Os linfomas indolentes têm caráter crônico e o tratamento, quando necessário, visa apenas controlar a doença. Para os casos de linfomas mais agressivos, o transplante de medula óssea pode ser recomendado.

As chances de sucesso dependem de fatores como idade do paciente, outros problemas médicos associados, número de tratamentos quimio ou radioterápicos previamente recebidos, além da sensibilidade da doença à quimioterapia administrada antes do transplante.

Tem cura?

Mesmo quando estão em fases avançadas, os linfomas são potencialmente curáveis. Os que são pouco agressivos podem conviver com o paciente por muitos anos, outros requerem tratamento com quimioterapia ou radioterapia. Alguns poucos podem necessitar de transplante de medula óssea.

Linfoma e tipos de câncer