Linfoma: tratamento tem 85% de chances de cura

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O linfoma é um tipo de câncer que atinge 12 mil pessoas por ano só no Brasil. Mas demora no diagnóstico em grande parte dos casos pode atrapalhar, e muito, o tratamento da doença. É comum que muitos pacientes passem meses realizando diferentes tipos de exames para finalmente descobrirem do que se trata. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura do linfoma são aumentadas em mais de 85%.

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Segundo o médico Paulo Hoff, diretor geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o encaminhamento tardio do paciente ao hospital é um dos principais desafios a serem melhorados na saúde. "O período pré-diagnóstico é crítico, pois até o paciente chegar ao resultado, existe uma longa peregrinação", disse.

O que é o linfoma

Dividido em dois subtipos, linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin, seu principal sintoma é o inchaço indolor dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, que podem aparecer no pescoço, nas axilas ou na virilha. Também podem aparecer outros sinais como febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]]Um caso recente que ficou muito conhecido foi o câncer do ator Reynaldo Gianecchini, que teve um linfoma não-Hodgkin. A doença atinge as células de defesa do organismo e a cura total só pode ser comprovada após cinco anos sem nova incidência do problema.

"A maioria dos casos de linfoma são inicialmente avaliados por clínicos gerais, pediatras, cirurgiões e outros profissionais, e a partir daí são encaminhados para os hematologistas quando existem suspeita do câncer. É muito importante que estes profissionais estejam atentos e conheçam aos sinais da doença, pois encurtaria o tempo do diagnóstico definitivo", afirma o médico Jacques Tabacof, coordenador da Hematologia e Oncologia e membro do Comitê Científico Médico da ABRALE.

Diagnóstico do linfoma

O diagnóstico pode ser feito com precisão através da biópsia de um linfonodo ou outro órgão envolvido, como osso, pulmão, fígado ou outros tecidos. O PET Scan, exame realizado por meio de imagem, mas que ainda não é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) também é importante para ajudar a identificar a doença. "É muito importante que todos estejam sempre atentos à sua saúde, e se notar algo diferente em seu corpo, procure um médico. O diagnóstico precoce do linfoma é o grande diferencial para se alcançar a cura, e o acesso ao melhor tratamento e exames é essencial para se chegar a este resultado", ressalta Tabacof.

Tratamento do linfoma

Em ambos os casos de linfoma, o tratamento é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos chamados de anticorpos monoclonais. Quanto antes o tratamento for iniciado, melhor. Por isso, em maio de 2013, entrou em vigor uma lei federal que obriga o Sistema Público de Saúde a iniciar o tratamento do câncer em no máximo 60 dias após o seu diagnóstico.

Em alguns casos pode ser necessário o transplante de medula óssea, especialmente quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível.