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Quem são as pessoas e grupos que lutam para salvar animais no Pantanal e como ajudá-los

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Leonardo Mercon/Shutterstock

Desde o início de agosto, mais uma temporada de seca no Pantanal vem resultando em grandes queimadas e, mesmo antes de chegar ao fim, 2020 já teve o maior número de focos de incêndio já registrado no bioma desde o início do monitoramento em 1998.

Com isso, a população e a fauna local estão sofrendo – mas uma série de organizações e voluntários independentes trabalham dia após dia para reverter a situação.

Grupos arrecadam fundos para salvar o Pantanal

Tanto por causas naturais decorrentes do clima da região e das estações do ano quanto por ação do homem, o Pantanal é um ecossistemas frequentemente atingido pelo fogo e, em apenas nove meses, 2020 já bateu o recorde de focos de incêndio registrados nesta região.

O bioma ocupa parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Brasil e se estende também pelos territórios do Paraguai e da Bolívia.

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Pedro Helder Pinheiro/Shutterstock

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora as queimadas no Pantanal desde 1998, o número de focos de incêndio registrados até setembro deste ano (superior a 14,7 mil) já é o maior da série histórica, superando o ano de 2005 que, em doze meses, registrou mais de 12,5 mil focos – e isso está afetando tanto a vegetação quanto os animais e pessoas que habitam a região.

Diante do triste cenário, diversas iniciativas estão arrecadando doações e se movimentando tanto para lutar contra as chamas quanto para amenizar ao máximo as consequências dele.

Grupo independente já resgatou 14 animais

É o caso, por exemplo, do grupo independente criado pela guia turística Eduarda Fernandes, cujos voluntários já vêm trabalhando dia e noite há cerca de 20 dias.

Juntos, a guia, os veterinários Jorge Salomão e Felipe Coutinho, a estudante de veterinária Isabella Cristina, a bióloga Natália Smiotto e o pantaneiro João Paulo, proprietário da pousada Jaguar Ecological Reserve, estão atuando especialmente no resgate de animais feridos pelo fogo e em ações para prevenir mais destruição, financiados por fundos como o Pantanal Relief Fund.

Segundo o portal G1, o time de Eduarda está há cerca de 20 dias resgatando e tratando animais que sofreram queimaduras, bem como espalhando cochos de água (bebedouros para animais) e comida pelas matas, buscando contribuir com os que estão vagando em meio a áreas destruídas.

Para facilitar o trabalho, eles estão alojados na pousada de João Paulo e, até o momento, já efetuaram o resgate de 14 animais afetados pelo fogo no Pantanal.

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Antonio Scorza/Shutterstock

Os fundos para a ação vêm de ONGs como a Pantanal Relief Fund. Responsável por financiar projetos como o liderado por Eduarda, é um fundo emergencial fundado em 2020 tem arrecadado doações para redistribuir a organizações atuantes na região.

Entre os objetivos, estão o resgate de animais e a ajuda à população local – e, atualmente, as arrecadações têm ocorrido através de uma página da ONG em um site de financiamento coletivo.

Mais instituições estão focadas em assegurar seus recursos e voluntários a partir de financiamento coletivo.

Posto de Atendimento Emergencial a Animais Silvestres (PAEAS Pantanal)

Criado recentemente, o posto entrou em operação em 30 de agosto e usa o Posto Fiscal de uma rodovia próxima como sede. Lá, por iniciativa do Governo do Mato Grosso, foram construídos locais que vêm servindo de abrigo a animais resgatados – trabalho de uma força-tarefa que envolve instituições como o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), o Corpo de Bombeiro Militar (CBMMT), entre outras.

Instituto Homem Pantaneiro (IHP)

Fundada em 2002, a ONG atua na preservação do bioma Pantanal e da cultura local. Atualmente, ela está abrigando brigadistas em sua sede, oferecendo a eles alimentação e combustível. Por meio do site da própria instituição, eles estão arrecadando doações para que possam manter os equipamentos e recursos que vêm sendo usados no combate ao fogo e resgate dos animais.

SOS Pantanal

Criada em 2009, esta ONG privada tem como missão contribuir por um bioma mais sustentável e, atualmente, ela tem arrecadado doações e recursos que serão repassadas a instituições e brigadistas voluntários atuantes no combate às queimadas e cuidados com animais feridos. As doações, neste caso, também podem ser feitas no próprio site da ONG;

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AMPARA Animal e AMPARA Silvestre

Em atividade desde 2010 e 2016 respectivamente, estas ONGs são responsáveis pela campanha Pantanal em Chamas, que visa captar recursos para manter a operação do PAEAS criado recentemente e garantir os suprimentos necessários para o resgate e a reabilitação dos animais feridos nos incêndios. Para arrecadar, as instituições também têm uma página em um site de financiamento coletivo;

Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos (Ecotrópica)

Atuante desde 1989, a ONG promove ações conservacionistas para preservar o Pantanal e, atualmente, está arrecadando doações para um projeto específico. Nele, a ideia é instalar baldes de água enterrados com ilhas de alimentos nos entornos da Rodovia Transpantaneira, e o dinheiro será usado na compra de insumos para estes fins. Para receber doações, a ONG criou uma página em um site de financiamento coletivo.

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