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Ubatuba registra 2º ataque de tubarão no mês: incidentes não aconteciam há 32 anos

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NancyAyumi/IStock

Ubatuba registrou no último domingo (14) o segundo caso de ataque de tubarão neste mês de novembro. Localizada no litoral norte de São Paulo, a cidade não tinha incidentes envolvendo os animais marinhos há 32 anos.

De acordo com nota divulgada pelo Instituto Argonauta, organização não-governamental de proteção do meio ambiente que atua na região, os ocorridos ainda estão sendo estudados por especialistas que buscam descobrir as possíveis causas dos ataques e as espécies envolvidas nos incidentes.

Ataques de tubarões em Ubatuba: dois casos registrados

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Erich Sacco/IStock

"Consideramos que a probabilidade de uma pessoa ser picada por uma cobra ao fazer uma trilha em nossa região, sofrer um acidente de carro, moto ou bicicleta ainda é infinitamente maior do que sofrer uma mordida de tubarão no mar", informa o comunicado do Instituto Argonauta logo no início, ressaltando, também, que há pelo menos 32 anos não haviam registros de incidentes envolvendo banhistas e tubarões.

Como informado pela organização, o primeiro caso aconteceu dia 3 de novembro com um turista francês na Praia do Lamberto, que fica na beira da rodovia sentido região sul, enquanto o mais recente ocorreu na Praia Grande, uma das mais visitadas por lá, por ser próxima ao centro, com uma senhora de 79 anos.

Ambos os ferimentos foram causados por mordidas de tubarões, confirmadas pelo pesquisador e especialista Otto Bismarck, do Laboratório de Pesquisa de Elasmobrânquios da UNESP de São Vicente.

As análises feitas pelo profissional especificamente no segundo caso apontam que "o agente causador do trauma foi uma espécie de tubarão de médio a grande porte, com cabeça arredondada, focinho curto, de boca proporcionalmente larga em relação ao comprimento, dentes largos, serrilhados, moderadamente recurvados e com espaçamento interdental igual ou maior do que a altura da coroa dos dentes".

Com isso, as suspeitas de Bismarck são de que o ataque sofrido pela idosa na Praia Grande tenha sido causado por um tubarão-tigre ou um tubarão cabeça-chata, ambos habitantes da fauna regional de tubarões da costa de São Paulo e cuja presença na região não deve ser considerada anormal, de acordo com o instituto.

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NaluPhoto/IStock

Por que estão acontecendo ataques em Ubatuba?

Ainda no comunicado, o Instituto Argonauta informou que ainda não foram descobertos os motivos pelos quais tubarões voltaram a aparecer nas praias de Ubatuba.

Nos últimos anos, contudo, foi notada pela organização uma presença muito maior de baleias na região, em comparação aos anos anteriores, "talvez relacionada com a disponibilidade de alimento."

"Com os tubarões pode estar ocorrendo o mesmo, embora nesta época do ano, seja um padrão o aparecimento de algumas espécies mais próximas em busca de alimento ou para darem a luz aos filhotes", explicou o instituto.

"Isto, associado ao aumento na frequência de pessoas no litoral durante esta época do ano, contribui para aumentar as chances deste tipo de encontro", concluiu.

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NancyAyumi/IStock

Medidas de precaução para evitar um ataque de tubarão

Como ainda não há informações concretas sobre os motivos do aparecimento e ataques dos animais na região de Ubatuba, o Instituto Argonauta listou algumas medidas preventivas que podem ajudar os banhistas a evitarem os ataques de tubarões, sem precisarem deixar de frequentar o mar. São elas:

  • Ficar sempre em grupo. Os tubarões normalmente atacam banhistas solitários;
  • Não se afastar demasiadamente da praia, onde estará isolado e longe de assistência;
  • Não avançar para águas muito profundas, não ultrapassando, de preferência, o ponto onde alcança pé;
  • Evitar nadar de manhã cedo e ao final da tarde, quando os tubarões são mais ativos;
  • Não entrar na água, se estiver sangrando de um ferimento;
  • Não usar joias brilhantes ao entrar na água;
  • Não bater constantemente na água e evitar banhar-se com pequenos animais;
  • Não nadar em meio a cardumes de peixes ou onde as pessoas estão pescando;
  • Evite nadar quando a água estiver muito turva.
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NancyAyumi/IStock

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