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Há um motivo especial que poucos sabem para a camisa da Seleção ser amarela

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Michael Steele/Getty Images

A camisa amarelinha da Seleção brasileira é um dos maiores símbolos do futebol nacional e, de tempos em tempos, também vira nosso uniforme. Mas nem sempre ela carregou as cores verde, amarelo e azul, que hoje a identificam. 

A mudança aconteceu em 1953 e, quem viveu a Copa do Mundo de 50, em casa, sabe bem qual foi o sentimento coletivo: alguma coisa (nem que fosse a cor da camisa dos jogadores) precisava mudar.

Camisa amarela da Seleção brasileira: criação

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FIFATV/Youtube

A mudança para a nova paleta de cores teve um motivo bem místico: depois de perdermos a Copa do Mundo de 1950, no Maracanã (Rio de Janeiro) para o Uruguai, a camisa branca vestida pelos jogadores foi vista como de “má sorte”.

Concurso

O extinto jornal carioca Correio da Manhã, então, resolveu criar um concurso para eleger um novo modelo de camisa.

O jornalista e desenhista gaúcho Aldyr Schlee venceu o concurso com um uniforme que caía muito bem ao sentimento de patriotismo e "garra" que a Seleção buscava para seus jogadores.

Resultado "patriota"

O uniforme escolhido traz todas as referências das cores da bandeira do Brasil: camisa amarela com gola e punhos verdes, calção azul com faixas brancas nas laterais e meiões brancos com listras verdes e amarelas.

Ao canal da Fifa no Youtube, o desenhista mostrou, em um vídeo de 2012, que fez vários desenhos de diferentes uniformes para chegar ao modelo vencedor.

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FIFATV/Youtube

"No começo, eu achei que a regra do concurso determinava que precisava ter as quatro cores da bandeira na camisa", explicou.

O novo uniforme foi colocado em campo nas eliminatórias de 1954, mas nem a energia renovada nem todo o patriotismo da Seleção foram suficientes para levarmos a taça para casa.

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Miguel Tovar/Getty Images

Pelé e companhia consagraram a amarelinha

Em 58, entretanto, um menino de 17 anos foi convocado para a Seleção: Pelé vestiu o uniforme verde e amarelo ao lado de seus companheiros e, assim, ganhamos a Copa do Mundo (na foto, uma estátua do jogador no Museu Pelé, em Santos [SP], aberto à visitação).

Um detalhe interessante: apesar da "sorte amarela", na partida final contra a Suécia, os jogadores precisaram vestir um modelo azul, para se diferenciar da Seleção sueca.

E, desde então, ela se tornou nosso símbolo, como mostra abaixo um registro do uniforme usado na Copa de 1962:

O amarelo que vibra na camisa da Seleção se tornou nossa identidade como nação, dentro e fora dos gramados e pode ter um significado poderoso em algumas práticas.

É que para a cromoterapia a cor tem o poder de estimular a criatividade, o intelecto e a concentração. Três talentos e tanto para quem precisa defender o Brasil entre as quatro linhas. 

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