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Navegar no rio São Francisco é inesquecível: paz, cânions e água verde o tornam mágico

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Arthur Freixo Seixas/shutterstock

Foi com a construção da Usina Hidrelétrica do Xingó e suas represas, no final da década de 80, que surgiu uma das mais belas paisagens brasileiras: os Cânions do Rio São Francisco.

De águas verdes e paredões rochosos, o cenário se tornou um dos passeios turísticos mais incríveis para quem visita Aracaju (SE) ou Piranhas (AL) e é imperdível mesmo entre os visitantes menos aventureiros.

Conhecer os cânions é se conectar com paz interior e felicidade indescritíveis. Reparar nos detalhes, como as imagens de São Francisco que são pontos de fé para quem navega pelo rio, e na grandeza (e história) do Velho Chico

Passeio pelo Rio São Francisco: relato pessoal

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marinice/iStock

Da capital sergipana, são três horas de viagem em um trajeto tão cansativo quanto enriquecedor: afinal, é pelas cidades nordestinas que passamos que podemos entender como o turismo cresce ao redor do Velho Chico, e das memórias e histórias da região, como a cultura do cangaço.

Ao chegar a Canindé do São Francisco (SE), a aventura pelo rio começa: você é levado a um catamarã espaçoso, que faz um trajeto de uma hora e, então, a um pequeno barco que chega até a Gruta do Talhado. No caminho, imagens de São Francisco de Assis surpreendem entre a paisagem irretocável.

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Marcelo Horn/iStock

Na volta do passeio, é autorizado nadar em uma área delimitada e segura (há coletes salva-vidas e boias para os banhistas), por mais uma hora.

Dentro das águas do Rio São Francisco, são notáveis a energia e beleza que existem no lugar: o Xingó, que significa “água que corre entre pedras” para os índios, carrega a força da natureza brasileira de uma forma que eu nunca havia presenciado.

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Nathália Geraldo/Vix

Cânions do Xingó

Os Cânions do Xingó são formações da natureza resultantes da intervenção humana: a construção da Usina Hidrelétrica do Xingó. 

O passeio turístico acessa a região navegável do Rio São Francisco, com águas tranquilas e cercada pelas encostas montanhosas, que teriam se formado ainda mais lentamente, se não fosse a chegada da Usina.

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Iuliia Timofeeva/Shutterstock

Depois de uma hora navegando, descemos do catamarã para acessar uma plataforma flutuante com apoio aos turistas: o porto de Brogodó (foto acima), onde, inclusive, foram gravadas cenas da novela Cordel Encantado, da TV Globo.

Da plataforma, é possível fazer duas atividades: nadar por uma hora ou alugar um barquinho (R$ 10/pessoa) para conhecer a Gruta do Talhado e, depois, mergulhar no rio.

É recomendável visitar a Gruta do Talhado, que tem esse nome pelo fato de os cânions parecerem talhados à mão. 

Neste momento, há um silêncio involuntário, apesar de ser inevitável se empolgar com a paisagem – e, como o passeio dura mais ou menos 15 minutos, muita gente aproveita para tirar fotos mais próximas dos cânions. 

Mergulhar, então, é a última experiência de interação com o Velho Chico. Na água limpa e fresca do rio, não há como não agradecer por tanta beleza e por aquele lugar ser um pedaço tão importante da história do povo brasileiro.

Quanto custa e como ir

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Marcelo Horn/iStock

O passeio até os Cânions do Xingó, com saída de Aracaju, custa em média R$ 170/pessoa. Nesta opção, a viagem é de bate-volta, com algumas paradas. Também é possível se hospedar na cidade de Piranhas para fazer o passeio em dois dias.

O catamarã conta com serviço de bordo, música e banheiros. Também é possível conhecer o ponto turístico em um passeio de helicóptero ou de lancha. 

O almoço para os turistas pode ser reservado separadamente no restaurante self-service próximo ao ponto de partida dos catamarãs (cerca de R$ 30/pessoa). 

Rios brasileiros e descobertas