Fátima usou truque para cortar arroz branco e secar 7 kg: ela diz o que tornou mais fácil

A apresentadora Fátima Bernardes voltou a tocar no assunto de seu emagrecimento. Desta vez, no programa Encontro (TV Globo), ela contou alguns truques que a ajudaram perder 7 kg.

Fátima emagreceu fazendo algumas mudanças alimentares e potencializando a prática de atividades físicas - dentre elas, a dança. Uma das coisas que a ajudou a secar foi o corte de arroz branco do cardápio e, para isso, contou com um truque que facilitou o processo.

Truque de Fátima para cortar arroz branco

A jornalista explicou que excluiu o alimento do dia a dia por se tratar de uma opção pouco benéfica à saúde. Porém, fez um tipo de substituição para não sentir tanta falta.

“Eu tirei o arroz branco, que não me agrega em nada. Se eu quiser, entre arroz e feijão, vou comer só feijão, vou botar o feijão sobre os legumes. À noite, por orientação, diminui muito o carboidrato. Mas não é que eu não possa comer, mas fui diminuindo”, revelou.

O truque que a apresentadora usa é interessante uma vez que muita gente sofre por ficar sem o arroz na hora de comer feijão. Entretanto, ela encontrou uma alternativa para não precisar comer o feijão sozinho, já que os legumes cozidos ajudam a dar a "liga".

É possível combinar a leguminosa com qualquer tipo de vegetal cozido (ou mesmo cru), mas aqueles com menos teor de água resultam em uma textura melhor, como o brócolis e a cenoura. Uma excelente opção é o "falso arroz" de couve-flor.

Pode comer feijão na dieta?

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Drbouz/istock

Apesar de ser evitado em muitas dietas por se tratar de um carboidrato, o feijão, conforme explica a nutricionista Fúlvia Gomes Hazarabedian, da Academia Bio Ritmo, possui muitas fibras em sua casca, o que o torna um carboidrato complexo, ou seja, de boa qualidade.

Desta forma, ele contribui muito para aumentar a saciedade, evitando "escapadas" na dieta, além de ter a capacidade de prevenir diabetes e auxiliar na manutenção da estabilidade da glicose do sangue, crucial para evitar o acúmulo de gordura no corpo.

Outras propriedades da leguminosa incluem alto teor de proteínas vegetais, ferro, cálcio e vitaminas do complexo B. Segundo a nutricionista, ele não possui nenhuma contraindicação de consumo e, por isso, todos deveriam incluí-lo na dieta.

Arroz branco: por que é ruim na dieta para emagrecer?

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Jimmy Vong/Shutterstock

Além de terem um teor calórico elevado, carboidratos simples - caso do arroz branco - praticamente não possuem nutrientes que possam ser aproveitados pelo corpo e, por serem refinados, são digeridos muito rapidamente e, assim, provocam um aumento repentino de insulina no sangue.

O hormônio serve para que a glicose proveniente dos carboidratos seja absorvida pelo organismo, um processo essencial na digestão. Porém, a alta variação de insulina favorece o acúmulo de gordura no corpo e, mais do que isso, o surgimento de doenças metabólicas, tais como o diabetes.

Já os carboidratos integrais ajudariam a evitar este processo. Por terem menor grau de refinamento, são digeridos de forma mais lenta no organismo, exigindo menos liberação de insulina. Além disso, possuem fibras e outros nutrientes, tornando-se uma opção interessante do ponto de vista nutricional.

Ainda assim, vale lembrar que o teor calórico é muito parecido entre os carboidratos simples e complexos, sendo necessário atentar-se às quantidades ingeridas em ambos os casos.

O que ajudou Fátima a cortar carboidrato

Outro ponto interessante na fala de Fátima foi sobre o medo que ela sentia de reduzir o carboidrato, já que gostava muito de alimentos compostos por este nutriente. Porém, algo interessante aconteceu: conforme a redução, sua vontade foi diminuindo.

“A primeira semana é muito difícil tirar pão. Quando disseram para mim pela primeira vez: 'vai ter que diminuir carboidrato', eu pensei: ‘não vai rolar porque eu amo pão, amo biscoito, amo massa. Vou fazer o que da minha vida?' Mas não, se você vai diminuindo, o corpo vai acostumando e cobrando menos de você. Hoje em dia para mim é muito natural", disse.

O efeito que ela disse ter sentido é esperado em quem faz redução deste nutriente na dieta e tem explicação. O que ocorre é que carboidrato causa vício no cérebro e, por isso, quanto mais o consumimos, mais nosso corpo pede por ele.

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rocharibeiro / Shutterstock

Segundo um estudo publicado na American Journal of Clinical Nutrition, os carboidratos refinados estimulam regiões do cérebro responsáveis pela dependência química e compulsão alimentar. Os cientistas observaram que, após estes nutrientes serem digeridos, o nível de glicose no sangue, mobilizando o corpo a buscar por mais carboidratos.

O mesmo sintoma foi notado melo médico Drauzio Varella ao cortar o açúcar refinado - um tipo de carboidrato - da alimentação, ingrediente que ele não ingere há mais de 40 anos. Inicialmente, ele havia se desafiado a passar somente um mês sem a substância. Porém, após este período, parou de sentir vontade.

Segundo ele próprio disse, isso ocorreu porque ele havia saído do vício. "O problema do doce é que ele é compulsivo. Quando você vai a uma churrascaria e come uma picanha, não pede uma segunda. Mas somos capazes de comer dez daqueles doces que são servidos", declarou na época.

Fátima Bernardes emagreceu