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O que "Nos Tempos" não mostra sobre Dom Pedro II: teve bem mais amantes

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Globo/ João Miguel Júnior

Nem tudo sobre Dom Pedro II é mostrado em "Nos Tempos do Imperador". A vida do personagem de Selton Mello na trama da Globo não revela os segredos comprovados da vida amorosa do monarca. Fora das telinhas, a Condessa Luísa de Barral, interpretada por Mariana Ximenes, não foi a única amante. Entenda!

O que a Globo não mostra sobre romances de Dom Pedro II

Historicamente, já foi comprovado que Pedro II era infiel ao matrimônio com Teresa Cristina, personagem de Letícia Sabatella em "Nos Tempos", vivendo um romance intenso com a Condessa de Barral, que conheceu como mostra a trama, ao recrutá-la para educar as princesas.

A historiadora Mary del Priore, autora da obra "Condessa Barral: A paixão do Imperador", conta que, logo que se conheceram, os dois viveram uma paixão avassaladora, com uma "convivência frequente e íntima", mas isso não foi o suficiente para impedir que o Imperador tivesse outras amantes ao longo da vida.

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Domínio Público | Globo/Paulo Belote

A vida amorosa do monarca era bem agitada, por sinal. Ainda que a novela não mostre outros casos extraconjugais, existem registros que comprovam que Dom Pedro II se envolveu com mais de uma mulher.

O biógrafo da família imperial, Paulo Rezzutti, apresenta cartas e documentos inéditos comprovando as traições de Dom Pedro II em seu livro. O autor defende que o monarca teve, pelo menos, dois outros casos com Condessas.

Um outro romance vivido por Dom Pedro II pelas costas de Teresa Cristina foi com a Condessa de La Tour, de origem francesa, para quem o monarca escreveu uma carta, de 31 de março de 1884, onde afirma estar apaixonado por ela.

Ainda que muitos estudiosos defendam que Luísa foi a grande paixão do monarca, Dom Pedro II também se envolveu com Ana Maria, a Condessa de Villeneuve, para quem escreveu, apenas um mês depois da carta para a Condessa de La Tour.

"Quantas loucuras feitos sobre a cama grande com os dois travesseiros. Amo-te cada vez mais, e não posso expressar suficientemente o que sinto por ti".

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scan de Museu Histórico Nacional, Coleção Museus Brasileiros, edição Banco Safra

Foi revelado também que, assim como o pai, Dom Pedro II nunca custeou as amantes, preferindo viajar o mundo e esbanjar em seu palácio, conseguindo manter as traições em segredo na época, até mesmo com a Condessa de Barral, com quem se envolveu na própria casa.

Muitos desses casos duraram mais de décadas, com encontros esporádicos e trocas de correspondências, cheias de afeto e declarações. Em uma delas, Dom Pedro II teria enviado até mesmo um de seus pelos pubianos para uma de suas Condessas.

O local onde eram cometidas as traições era a cidade de Petrópolis, onde costumava passar férias em seu Palácio de Verão, acompanhado do restante da família. Dom Pedro II escapava para se encontrar com mulheres mais jovens, se dirigindo aos hotéis da região, para o que chamou de "noites atenienses".

"Nos Tempos do Imperador"