Carol Macedo acha Gabi Saraivah parecida com ela e elogia parceira de "Éramos Seis"

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Globo/Raquel Cunha

Assim que foi convidada para dar vida a Inês na segunda fase de "Éramos Seis", Carol Macedo fez questão de acompanhar os testes para a seleção da atriz que viveria a personagem ainda jovem.

Com a escolha de Gabriella Saraivah, a atriz confessou ter ficado contente. "Fiquei feliz quando soube pois acho ela uma ótima atriz", afirmou em entrevista ao VIX.

Ainda sobre seu núcleo em "Éramos Seis", Carol Macedo ressalta a importância de ter mais personagens negras na TV, como é o caso de Shirley (Barbara Reis): "Acho que aos poucos estamos tendo um avanço de personagens negros com tramas de grande importância na história".

Inês vai muito além de uma mocinha romântica

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Globo/Raquel Cunha

Desde os primeiros momentos de Inês em "Éramos Seis", a jovem demonstrou ter uma opinião muito forte, ao mesmo tempo em que carregava uma grande delicadeza.

Após pegar o bastão de Gabriella Saraivah para dar vida à Inês em sua fase adulta, a atriz Carol Macedo confessou ter imaginado essa parceria antes mesmo de ela acontecer.

"Por um momento me passou pela cabeça 'poderia ser aquela menina que fez Chiquititas' porque já achava ela muito parecida comigo quando eu era pequena. Fiquei feliz quando soube pois acho ela uma ótima atriz", confessou Carol.

Nos bastidores, a atriz achou essencial acompanhar de perto as leituras de textos feitas por Gabi, para que assim pudesse observar os trejeitos da menina e entender melhor quem era Inês a partir de sua infância.

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Reprodução/GloboPlay

"Tivemos muita sintonia! Fiquei muito orgulhosa com a maneira que ela levou a nossa personagem, ela é uma fofa e sei que terá uma carreira brilhante", revelou a atriz sobre sua relação com Gabriella Saraivah.

Representatividade em "Éramos Seis"

Quando o assunto é a personagem, Carol Macedo sente muito orgulho de ter sido escolhida para um papel nunca antes feito nas outras versões de "Éramos Seis".

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Globo/Raquel Cunha

Na adaptação do livro de Maria José Dupré de 1994 para o SBT, sua personagem era de origem hispânica e se chamava Carmencita (Eliete Cigarini), filha de Pepa (Nina de Pádua).

No entanto, para a trama global escrita por Ângela Chaves, a entrada de Inês e Shirley trouxe à tona relacionamentos inter-raciais em meio a década de 1930.

"É muito importante que o público se veja e se sinta representado nos personagens. Os problemas e as histórias do cotidiano acabam sendo os mesmos, independentemente da época em que se passa a novela", afirmou Carol Macedo sobre a mudança de etnias da trama.

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Wherb Rodrigues

Para ela, mais do que expressar toda a força e determinação de Inês, a presença de sua personagem com destaque em "Éramos Seis" representa um avanço.

"Esse é o caso da Shirley, uma mulher negra, que naquela época era dona de um armazém, casada com um homem branco e que depois volta para sua terra natal [Bahia] junto ao seu primeiro amor, que também é um homem branco e rico", analisa a atriz.

De uma forma sutil, a trama das 18h traz representatividade sem tornar este o assunto central. "Precisamos cada vez mais mostrar ao público a diversidade do nosso Brasil em tramas de destaque!", ressalta a intérprete de Inês.

"Éramos Seis"