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14 temas abordados em "Malhação: Viva a Diferença" reforçam a relevância da novela

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Tv Globo

"Malhação: Viva a Diferença" vai deixar saudades. Com personagens incríveis, enredos bem estruturados e reviravoltas surpreendentes, a novela fez história na TV Globo.

Abordando temas de forte impacto social, confira 14 enredos que fizeram diferença na trama e reforçam a sua relevância.

"Malhação: Viva a Diferença": temas abordados

Racismo

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Marília Cabral/ TV Globo

O debate sobre racismo foi levantado em diferentes momentos de "Malhação: Viva a Diferença". Além de Ellen (Heslaine Vieira), que foi vítima de preconceito com trotes violentos após ganhar uma bolsa para estudar em um colégio de elite, a trama expôs a temática, de maneira impactante, na história de Fio (Lucas Penteado).

Em uma das cenas mais fortes da novela, o jovem foi a um restaurante, acompanhado por Clara (Isabella Scherer), quando flagrou Jean Michel (Sidy Correa) em clima de intimidade com Malu (Daniella Gali). Acreditando se tratar de um assaltante, Jean mandou os seguranças segurarem o garoto. Depois que a situação se acalmou, ele questionou a atitude do profissional. "Cara, você é negão também. Você achou mesmo que eu era assaltante?”, declarou. 

Gravidez na adolescência

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Raquel Cunha/Globo

Os dilemas e angústias enfrentados por uma gravidez precoce na adolescência são inúmeros. Acontecimento recorrente na vida de muitos jovens, "Malhação: Viva a Diferença" trouxe, mais uma vez, a temática através de Keyla (Gabriela Medvedovski). 

Drogas e álcool

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Rafael Campos/TV Globo

De forma autêntica e realista, "Malhação: Viva a Diferença" propôs um debate sobre o uso de drogas e álcool durante a adolescência. Mostrando cenas de uma festa no apartamento de Lica (Manoela Aliperti), houve referências claras a substâncias ilícitas e o comportamento dos jovens refletiu os riscos que o uso delas pode trazer para a vida dos envolvidos. Depois do evento, o autor apostou em conversas entre os estudantes, trazendo flashbacks do que tinha acontecido naquela noite, incluindo um acidente de carro de MB (Vinícius Wester) com a namorada, para mostrar que nem sempre o final é feliz. 

Assédio sexual

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Mauricio Fidalgo/Globo

"Viva a Diferença" fez uma abordagem eficiente do assédio sexual através da personagem K1 (Talita Younan), que vinha sofrendo constantes assédios do namorado de sua mãe. Em um primeiro momento, ela mudou de comportamento e permaneceu calada, mas pressionada pela amiga Keyla, revelou que o homem costumava lhe dar presentes e até espiá-la enquanto ela tomava banho. Horrorizada, Keyla convenceu a jovem a procurar Dóris (Ana Flávia Cavalcanti), diretora do colégio, que orientou a mocinha a ir até a delegacia da mulher. 

Bissexualidade

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Globo

A adolescência é o principal período de descobertas na vida dos jovens, especialmente se tratando da orientação sexual. Disposta a desconstruir os inúmeros tabus que giram em torno da bissexualidade, a novela expôs as escolhas de Lica que, aos poucos, foi se revelando e, ao viver um romance com Samantha (Giovanna Grigio), foi contando com a aceitação e o apoio de seus amigos.

Assexualidade 

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Raquel Cunha/TV Globo

O romance entre Guto (Bruno Gadiol) e Benê (Daphne Bozaski) é uma das coisas mais cativantes na novela. Apesar da parceria, a trama não dispensou a chance de abordar a assexualidade dos jovens e, em cena relevadora, Guto desabafou com Samantha sobre não sentir atração por ninguém e ser justamente a resistência de Benê que o fazia gostar e admirar tanto ela. 

Asperger

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Ramón Vasconcelos/TV Globo

Quebrar preconceitos e romper barreiras é a forma mais digna de uma novela se tornar admirada. Trazendo à tona a Síndrome de Aspeger, um tipo leve de autismo, a trama fugiu do estereótipo de jovens com a condição e mostrou que, apesar das dificuldades de comportamento, é possível levar uma vida normal. Benê, uma das protagonistas da trama, foi a escolhida para viver o transtorno e, com extrema sensibilidade, revelou tudo sobre a aceitação da síndrome.

Automutilação

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Rafael Campos/TV Globo

Passando por conflitos familiares intensos, Clara achou na automutilação uma forma de escape para suas emoções, o que acaba se tornando uma prática recorrente na realidade de muitos jovens. Após descobrir as marcas no corpo de sua meia-irmã, Lica conseguiu fazer com que ela assumisse a origem das cicatrizes e, gradualmente, superasse o transtorno.

Machismo

Não faltaram abordagens para o machismo em "Malhação: Viva a Diferença". Além da irritação de Tina (Ana Hikari) com Anderson (Juan Paiva), após ele criticá-la por ter ficado com outro cara, Lica deu uma verdadeira aula sobre o assunto. Após ser hostilizada por seus colegas por ter beijado algumas pessoas durante uma festa, sendo comparada a uma galinha em vídeo feito por eles, a jovem interrompeu o professor e ensinou, didaticamente, a origem e a necessidade de desconstrução desse pensamento. 

Agressões na escola pública

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Raquel Cunha/TV Globo

No Brasil, estudar em uma escola pública pode ser bem difícil. Lica, quando decidiu se matricular no Cora Coralina para ficar distante do pai, sofreu bullying e enfrentou uma agressão forte durante seus primeiros dias de aula. A abordagem também foi necessária para mostrar a força da personagem em atravessar os acontecimentos e buscar se adaptar à nova realidade. 

Desigualdade social

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Sergio Zalis/Globo

O grupo das "Five" expõe bem a desigualdade social entre os protagonistas da novela. No grupo, Lica e Tina começaram a novela estudando em um colégio particular, enquanto Benê, Keyla e Ellen já eram estudantes da escola pública, o que fazia com que os pais das outras amigas não apoiassem a amizade entre elas. Apesar disso, elas mantiveram a ligação forte, mas não faltaram discussões sobre o assunto, especialmente partindo de Ellen. 

Bullying

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Globo

O bullying foi um dos temas mais abordados por "Malhação: Viva a Diferença". Recorrente em diversas situações, a novela travou um debate importante sobre a prática, com direito até a discurso de Dóris, diretora do Cora Coralina, sobre o preconceito. K1 foi uma das principais protagonistas que sofreu com comentários maldosos a seu respeito após a história de abuso vir à tona.

Crise familiar

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Cesar Alves/TV Globo

Também não foram poucas crises familiares em "Malhação: Viva a Diferença". Na atual temporada, K1 teve que enfrentar a rejeição da mãe que não acreditou que ela era vítima de abuso dentro de casa, Roney (Lúcio Mauro Filho) que, em um primeiro momento ficou decepcionado com a gravidez precoce de Keyla, as brigas de Lica com seu pai por descobrir a relação extraconjugal que ele mantinha, além do fato dele não aceitar tão bem a orientação sexual da filha, e Tina, que teve que aprender a lidar com uma mãe preconceituosa e intolerante.

Corrupção 

Destaque na atualidade, a corrupção não poderia ficar de fora dos capítulos de "Malhação: Viva a Diferença" e o tema ganhou destaque no núcleo do personagem MB (Vinicius Wester).

O pai do garoto foi perseguido pela Polícia Federal após práticas ilegais, e passou alguns bens para o nome do filho que, por ser menor de idade, não poderia ser incriminado.

Um hino de novela, né?

Novela "Malhação: Viva a Diferença"