Falha em chip vendido no Brasil torna celular suscetível a roubo de dados e rastreamento

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A Adaptive Mobile Security, empresa de segurança para celulares, anunciou recentemente que descobriu uma vulnerabilidade em chips vendidos em pelo menos 29 países, entre eles o Brasil. Essa falha, que ganhou o nome de “Simjacker” pode ser usada para obter a localização do aparelho e ter acesso a diversas informações sem conhecimento do usuário.

Falha em chips permite que celulares sejam invadidos

A falha acontece em uma tecnologia dos chips chamada S@T Browser, que é bastante antiga e não é atualizada há uma década. Originalmente, a função dessa ferramenta nos chips era permitir o acesso do usuário a serviços da operadora, como consultar o saldo e fazer recargas.

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Hoje em dia, essa tecnologia quase não é mais usada na prática, já que dá para ter acesso aos mesmos serviços nos sites ou aplicativos das operadoras. O problema é que não é necessário fazer uso do S@T Browser para que o aparelho esteja em risco de ser espionado.

Hackers descobriram que podem simplesmente enviar um SMS com um código para o celular e, a partir daí, conseguem “comandar” o celular pelo chip. Dá para obter a localização ou “forçar” o aparelho a fazer chamadas e enviar mensagens.

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Apesar de parecer assustador, o mecanismo é sofisticado e não é assim tão fácil hackear um celular com o “Simjacker”. As operadoras já estão cientes da falha e já estão tomando providências — no Brasil, aparentemente não há nenhum relato de ataque.

De acordo com o relatório da Adaptive Mobile Security, o país mais afetado foi o México, em que milhares de usuários tiveram seus aparelhos invadidos.

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