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Especialista NÃO recomenda dormir com celular debaixo do travesseiro: entenda riscos

Dormir com o celular debaixo do travesseiro ou no criado mudo ao lado da cama pode não ser uma boa ideia.

O tema passou a ser amplamente debatido após uma norte-americana dona de um iPhone 7 Plus ver seu aparelho soltar fumaça próximo ao criado-mudo de onde dormia, conforme noticiou o Mashable.

Especialistas, porém, ainda não têm um consenso sobre o assunto.

Em 2015, o médico da Universidade da Califórnia-Berkeley Joel Moskowitz afirmou que “as ondas eletromagnéticas de radiação do celular podem ser classificadas como potenciais cancerígenos”.

Entretanto, não há estudos científicos que comprovem isso. “Não se tem provas evidentes de que a radiação eletromagnética usada em comunicação por celular possa causar efeito danoso, principalmente o tumor cerebral”, disse ao Vix a especialista em física médica Emico Okuno, da Universidade de São Paulo (USP).

Riscos de dormir com o celular próximo ao corpo

Radiação do celular

Durante muito tempo, especialistas têm alertado sobre os riscos de deixar o celular embaixo do travesseiro ou muito próximo ao corpo, por causa da radiação.

O Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, entretanto, chegou a emitir um comunicado dizendo que as pesquisas que associam o uso de celular ao câncer são inconsistentes. Além de problemas metodológicos, a instituição reforça que esses estudos geralmente eram feitos com a radiofrequência de celulares antigos, que operam de um jeito diferente.

A física Emico explicou que, por outro lado, não há material científico que assegure que dormir especificamente com o celular sob o travesseiro não traga riscos. “A questão é polêmica, então não é recomendável fazer isso. Se não consegue se desligar, recomenda-se deixar o equipamento a uns 30 cm da cabeça”, orienta.

Superaquecimento do aparelho

Muitas pessoas ficam com o receio de um superaquecimento do celular embaixo do travesseiro. Mas, ao contrário do que se pensa, nem o travesseiro nem o edredom são os responsáveis pelo aumento da temperatura da bateria. Isso porque, segundo Emico, “há dissipação de calor no meio”. Ou seja, as tampas das baterias dos celulares atuais geralmente são feitas de couraça metálica, o que previne vazamentos e explosões.

Às vezes o celular aquece bastante devido ao uso de carregadores que geram mais energia do que o aparelho realmente necessita. Por isso, cuidado: deixar o celular debaixo do travesseiro ou no móvel ao lado plugado na tomada e carregando durante toda a noite representa um risco ainda maior, já que a bateria  pode esquentar mais.

Além disso, quanto mais aplicativos e funcionalidades você estiver utilizando, mais o celular estará trabalhando e, consequentemente, esquentando a bateria.

“As baterias podem representar algum risco se forem usadas fora das especificações, se estiverem danificadas e com vazamento”, alerta a física.

Se você se deparar com o celular derretendo, o mais recomendado é retirar a bateria do aparelho e levar a uma assistência técnica para conserto. No caso de celulares que não podem ter a bateria removida, como o iPhone, o ideal é levá-lo a uma autorizada o mais rápido possível.

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