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Marido de Pugliesi se indignou ao saber que ela já fingiu orgasmo e isso gerou debate

Recentemente, Gabriela Pugliesi e seu marido, Erasmo Viana, gravaram um vídeo juntos para o canal da blogueira no YouTube e, nele, revelaram um bocado sobre sua intimidade. Respondendo a perguntas dos internautas, Gabriela confessou que já fingiu orgasmo, o que causou espanto no companheiro.

Gabriela Pugliesi já fingiu orgasmo

Questionada sobre já ter fingido orgasmos em uma relação com Erasmo, Gabriela respondeu que sim, despertando indignação no marido. Afirmando estar decepcionado com a revelação, ele chegou a dizer algumas palavras ofensivas e, apesar de acreditar que o hábito é normal, a blogueira explicou por que isso normalmente acontece.

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“Mulher não goza que nem homem, não goza toda vez, é diferente, vocês têm que entender. Às vezes, para [não] ficar o clima ali, ‘nossa, se não gozar vai ser chato’, dá uma fingidona ali, mas está tudo certo. Não significa que foi ruim, só não gozou. Para homem, só é bom se goza, para a gente não”, explicou a blogueira, e Erasmo disse que, na visão dele, “poder” fingir é uma vantagem.

“Vantagem e desvantagem, porque vocês gozam toda transa, isso é maravilhoso, nós não. Tem mulher que não goza há muito tempo, que nem sabe, então vocês têm que entender mais”, disse a influencer, antes de finalizar o vídeo.

Debate na web

A discussão, porém, não parou por aí, já que nos comentários da publicação diversas internautas comentaram as falas dos dois. Para muitas seguidoras do canal, há problema em dizer que está “ok” fingir orgasmos. “Gabi, não podemos normalizar fingir orgasmo pra homem ficar feliz. Temos que pensar em nos agradar”, aconselhou uma delas.

“Gabi, gosto dos seus vídeos mas acho que você deveria tomar mais cuidado [...] pq você tem um grande alcance e não podemos banalizar o prazer feminino”, disse outra. Quanto à indignação de Erasmo, algumas seguidoras da blogueira também se manifestaram. “Como se vocês homens sempre fizessem de tudo pra isso acontecer, ai ai”, escreveu uma delas.

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Outras ainda ressaltaram a importância de a mulher tomar as rédeas do próprio prazer, tornando-se íntimas de seus corpos. “A mulher precisa conhecer seu corpo, seus pontos fortes e não ter medo e vergonha de falar ao seu parceiro. Daí não será preciso fingir pois isso torna o homem preguiçoso e a mulher insegura para não perder o cara”, afirmou outra seguidora da blogueira.

Fingir orgasmo: cobrança masculina, culpa feminina

Assim como apontou Gabriela, o hábito de fingir orgasmos é realmente comum - isso porque, durante décadas, as mulheres foram desencorajadas a descobrir o próprio corpo e ensinadas a pensar em sexo apenas para fins reprodutivos, enquanto homens nunca foram reprimidos da mesma maneira, trilhando inclusive um caminho oposto.

NATNN / Shutterstock

Por trazerem com elas esta herança, muitas mulheres não conhecem os próprios desejos e veem o prazer sexual como algo exclusivo dos homens, o que faz com que elas tenham medo de desagradar o parceiro. Já do lado deles, o orgasmo da parceira é visto quase como uma conquista pessoal, uma questão de honra, ainda que os homens não sejam ensinados culturalmente a prestar atenção no prazer feminino.

Essa mistura de fatores muitas vezes leva as mulheres a fingir orgasmos - mas, justamente como apontaram algumas internautas, a prática não deve ser normalizada, já que não é boa para nenhuma das partes.

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Dmitri Ma/Shutterstock

Enquanto para homens a ideia de não estar satisfazendo a parceira - algo que faz parte do “papel” que a sociedade atribui a ele - pode frustrá-los, a terapeuta de casais Tatiana Leite explica que são elas as que mais saem perdendo. Além do fato de que fingir orgasmo com frequência significa que a mulher está se privando de prazer, o hábito pode fazê-las desenvolver inibições.

“Imaginar que porque ela não está gozando, a pessoa vai perder o interesse, pode fazer com que a mulher não chegue ao orgasmo por um bloqueio natural”, afirma Tatiana. Na visão da terapeuta, a saída para quebrar este ciclo inclui explorar melhor o próprio corpo e, é claro, manter um diálogo sincero com o parceiro para que ele aprenda sobre o prazer dela.

Ela aconselha, portanto, que as mulheres se masturbem. “Só assim ela vai conseguir identificar - e comunicar para o parceiro - o que fazer, onde tocar, qual a intensidade e o estímulo mais adequado”, comenta a especialista. Além disso, ela sugere que o casal teste coisas juntos (como jogos eróticos e outros acessórios para descobrir o que curtem fazer).

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teksomolika/istock

Orgasmo não precisa ser objetivo

Assim como lembrou Gabriela, nem sempre as mulheres têm orgasmos em uma relação sexual - e isso, na verdade, vale para os homens também. A terapeuta, inclusive, aconselha que os casais não tenham fixação em chegar no ápice do prazer em todas as transas, buscando formas variadas de curtir esse momento.

Afinal, o sexo pode ser muito prazeroso sem necessariamente haver orgasmo - o importante é que se curta o momento sem cobranças ou repressões.

“Fazer sexo tem que ser prazeroso. Atingir o orgasmo não pode ser uma meta. Quando isso acontece, o relacionamento se foca na penetração e perde as outras coisas, que podem ser tão ou até mais prazerosas”, conclui a terapeuta.

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Dmytro Kapitonenko/shutterStock

Sexo e relacionamentos