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Camisinha com proposta diferente está gerando a maior discussão: entenda polêmica

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conrado/Shutterstock

O consenso é algo essencial para que o contato sexual ocorra, primeiramente, de forma legal, mas também segura, respeitosa e, é claro, prazerosa. Isso, no entanto, muitas vezes é algo ignorado; tanto entre desconhecidos quanto entre parceiros fixos, a vontade de um por vezes supera o “não” do outro (seja por meio de coerção ou da imposição violenta propriamente dita), gerando uma situação abusiva, além de desconforto e traumas.

Buscando conscientizar o público sobre essa questão, a marca argentina de preservativos e cosméticos sexuais Tulipán criou uma campanha cuja estrela é uma camisinha bastante inusitada. Com uma embalagem inovadora, a ideia é ensinar às pessoas que, se houver o "não", é necessário parar - mas o anúncio do projeto nas redes sociais gerou um debate sobre a eficácia da ideia.

Camisinha "pró-consenso"

Os vídeos divulgados pela marca tanto no Instagram quanto no Facebook mostram uma caixinha parecida com as das camisinhas que já são comercializadas por ela, mas com um detalhe diferente. No verso, ela indica que, para ser aberta, requer quatro mãos – ou seja, um casal.

O produto não foi desenvolvido para comercialização, segundo a marca, mas sim para ilustrar o propósito da campanha, que é reforçar a necessidade do consenso no sexo, mostrar que é preciso haver vontade e empenho de ambas as partes para a relação acontecer. Apesar disso, muita gente entendeu a proposta como uma medida para evitar abusos e, por isso, criticou duramente a marca.

Nos comentários das postagens, foram muitos os questionamentos à eficácia da ideia. “Estão imaginando que o estuprador vai primeiro à farmácia para comprar sua camisinha e espera sua próxima vítima preparado. Agora, com esta revolucionária embalagem, não vão poder abusar?”, questionou uma internauta . “Se quiserem me violar – mesmo em um caso milagroso em que o estuprador use camisinha – com uma ameaça, conseguem”, escreveu outra.

“Isso está distorcido. Um parceiro que não espera consentimento do outro é um abusador. Assim, simples. Não é preciso uma embalagem mais complicada para deixar de abusar dos seus parceiros. Que estupidez”, afirmou outra.

Outras pessoas, porém, explicaram que a intenção da campanha não é acabar com situações abusivas apenas com uma embalagem nova, e sim provocar reflexões e discussões sobre um tema tão importante.

“Não é pra evitar estupro, é óbvio que um estuprador não pede permissão. É para gerar a CONSCIÊNCIA de que as relações aconteçam a partir de respeito e consentimento mútuo”, argumentou uma internauta.

Sexo na relação, consentimento e mais