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Famosa explica por que não tem conseguido transar no período pós-parto: faz sentido?

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Desde que deu à luz Filippo, seu primeiro filho com Mateus Verdelho, a influencer Shantal Abreu tem compartilhado várias das suas experiências com a maternidade. Recentemente, ela abriu um espaço para perguntas no Instagram, e uma das dúvidas de seus seguidores tocou em um ponto relativamente delicado para mulheres no pós-parto: o sexo.

Questionada sobre como andava sua vida sexual, Shantal comentou que, embora sua libido esteja normal, uma questão física a impediu de ter relações nos últimos tempos. “Na única vez que a gente tentou namorar, aconteceu um negócio que lá dentro fechou! Então, além de a gente não ter lubrificação lá embaixo, no meu caso fechou, não passava de um determinado ponto”, explicou a influencer.

Na ocasião, a blogueira diz ter ficado desesperada sem entender o que estava acontecendo, algo que a levou a desabafar em um grupo para mães do qual faz parte. Segundo ela, a explicação que recebeu foi a de que o hormônio liberado durante a amamentação atua “contra a reprodução”, podendo dificultar a relação.

Em contato com as experiências dessas mães, ela também descobriu que, no fim, esse tipo de “bloqueio” é algo comum para quem teve filho há pouco tempo. Mas, afinal, por que isso acontece?

"Travar" na hora de ter relação no pós-parto é normal?

Conforme explica Débora Pádua, fisioterapeuta uroginecológica, a dificuldade de ter relações no período pós-parto – que pode incluir presença de dor no momento da penetração – é realmente algo frequente entre mulheres e que pode ou não passar sem que seja necessário realizar um tratamento para isso.

De acordo com a especialista, muito disso tem, sim, relação com hormônios, como citado por Shantal. Conforme explica, no período pós-parto, a concentração dos hormônios que estiveram muito ativos durante a gravidez tem uma queda brusca, algo que pode gerar algumas alterações no organismo.

“Junto com isso, a mulher que está amamentando tem o aumento da prolactina para a produção de leite, e isso dificulta a penetração porque a lubrificação [vaginal] acaba ficando menor”, esclarece, ressaltando que, em alguns casos, o problema pode persistir e até evoluir para uma disfunção.

Segundo Débora, ao mesmo tempo em que o problema pode desaparecer com o tempo, muitas tentativas frustradas de se ter relações sexuais podem transformar a situação em algo mais crônico. Conforme explica, a fisioterapia pélvica é uma forma de solucionar o problema.

“Você faz um tratamento rápido, geralmente de no máximo dez sessões, e o canal volta a ter mais flexibilidade, a mulher para de ter medo da penetração – porque chega um momento em que ela fica com um determinado trauma, afinal sabe que vai sentir dor. O canal tem que relaxar, não travar”, explica Débora.

Shantal Abreu e a maternidade