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Família Bridgerton não existiu, mas 5 outros fatos da série da Netflix são reais

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Liam Daniel / Netflix

"Bridgerton" se tornou um verdadeiro fenômeno na Netflix e deixou muita gente obcecada com a história da família da alta sociedade britânica no Período de Regência em Londres, o que acabou sendo um prato cheio para os fãs de história, mas nem tudo é real na série, inclusive a família de protagonistas.

Apesar de quase todos terem sido criações de Julia Quinn, autora da saga de livros que inspiraram o lançamento, muita coisa ainda é verídica e teve relevância histórica em 1800, período em que foi ambientada a trama. Os criadores contaram até com uma consultora renomada para retratar alguns acontecimentos.

Saiba agora o que é real em "Bridgerton"!

O que é real na série "Bridgerton" da Netflix

Família Bridgerton não existiu

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Netflix

Todo mundo que assistiu à série já deve ter se perguntado algumas vezes se a família Bridgerton é real. A resposta é não. Os membros da alta sociedade londrina surgiram nos livros de Julia Quinn e não existe nenhum registro histórico que comprove sua existência naquela época.

"Bridgerton não é uma aula de história, não é um documentário. Na verdade, não existiam Bridgertons reais no Período de Regência de Londres de 1813, pelo que eu sei. Honramos a história, é claro, mas não estamos em dívida com ela", explicou Chris Van Dusen, o criador, em entrevista ao Daily Express.

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Netflix

Chris Van Dusen esclareceu ainda que a intenção era fazer as pessoas se identificarem com os personagens e mergulharem na história de cada um deles. "É um mundo reimaginado, e o que estamos realmente fazendo é casar a história e fantasia de uma forma que considero realmente emocionante".

Inicialmente, Julia Quinn planejou escrever uma trilogia, focando somente em Daphne, Anthony e Colin, mas a história acabou ganhando força. "Quando comecei o primeiro livro, pensei que seria o primeiro de uma trilogia. Juro que não me recordava que tinha dado a Daphne sete irmãos e irmãs", contou ao site Goodreads.

Período Regencial em Londres

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Liam Daniel / Netflix

O período escolhido para contar a história da família Bridgerton tem muito da realidade. Muitas das tradições e estilos que vemos nas telinhas da Netflix realmente fizeram parte da realidade de Londres durante o século XIX.

Isso inclui a temporada de jovens damas, como os Featheringtons e os Bridgertons, entrando na sociedade na busca por maridos, com o intuito de se casar com pretendentes promissores, principalmente para os interesses da família.

Os bailes e figurinos, com exceção dos espartilhos, também eram parte da rotina da realeza. Para tornar esse universo historicamente preciso, os criadores contaram com a ajuda consultora histórica Hannah Greig, que já trabalhou em outras produções de época.

Rainha Charlotte

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Liam Daniel/Netflix

Os produtores de "Bridgerton" optaram por um elenco que aposte na diversidade, mas foram historicamente certeiros ao escalarem a atriz negra Golda Rosheuvel para fazer o papel da Rainha Charlotte.

Isso veio à tona em uma pesquisa genealógica feita pelo historiador Mario De Valdes que indica que a monarca era de herança negra, descendente direta de Margarita de Castro y Sousa, um ramo negro da Casa Real Portuguesa

Historiadores dizem que os retratos de Charlotte mostram características africanas também. Mario De Valdes chegou a apontar a forma que um médico usou uma frase racista para definir a aparência da Rainha.

Doença mental do Rei George III

Registros históricos também comprovaram que o Rei George III realmente sofria de problemas mentais, que com o tempo acabaram o tornaram incapaz de continuar governando, assim como mostrado em "Bridgerton".

O Período Regencial, que se tornou o pano de fundo da história, ganhou esse nome pelo fato do príncipe George IV ter assumido o trono no lugar do pai, atuando como regente, com o suporte da mãe, a rainha Charlotte.

Mais liberdade para as mulheres

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Liam Daniel/Netflix

Uma das coisas que mais chamou a atenção de quem assistiu "Bridgerton" é que algumas mulheres pareciam ter muita liberdade, mesmo para uma época tão retrógrada, como Genevieve Delacroix (Kathryn Drysdale), que administra o próprio negócio já no Período Regencial, por exemplo.

Na série da Netflix, a personagem é conhecida como a modista local, responsável por todos os vestidos femininos. Historicamente, algumas ocupações foram mesmo assumidas por mulheres no século XIX, mas limitavam-se a profissões como professora, costureira, empregada doméstica e escritora.

Jornais realmente publicavam fofocas

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Liam Daniel/Netflix

Lady Whistledown promoveu a maior parte dos escândalos de "Bridgerton" ao usar um pseudônimo para publicar as principais fofocas da alta sociedade da cidade de Londres. Isso, de fato, era comum.

Durante o Período Regencial, as fofocas circulavam em jornais impressos e páginas semanais com as principais polêmicas. A historiadora Hanna Grieg apurou que um jornal diário tinha uma coluna dedicada para celebridades.

Chamado "The Morning Chronicle", o periódico descrevia as idas e vindas do mundo das celebridades em uma coluna que levou o nome de "inteligência da moda", com a diferença de tentar disfarçar os nomes dos envolvidos, deixando apenas as iniciais.

"Bridgerton" na Netflix