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Fala de Leifert sobre comorbidade de Paulo Gustavo gera críticas: Tatá Werneck negou

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Globo/João Cotta

Ao informar os finalistas do “BBB 21” sobre a morte do ator Paulo Gustavo, Tiago Leifert recebeu uma série de críticas nas redes sociais. Isso porque, diante da indignação do trio, o apresentador creditou a gravidade do quadro do humorista a uma comorbidade que ele teria – mas, além da doença em questão, a asma, não ser sempre considerada um fator de risco para a COVID-19, a apresentadora e amiga do ator, Tatá Werneck, já havia negado a informação.

Tiago Leifert é criticado após fala sobre asma de Paulo Gustavo

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Reprodução/Rede Globo

Após quase dois meses internado por complicações da COVID-19, o ator Paulo Gustavo teve sua morte anunciada pouco antes da grande final do “Big Brother Brasil” 21. Em meio à enorme comoção pela partida do humorista, Tiago Leifert usou um intervalo da atração para comunicar a notícia aos finalistas do programa – e, ao sugerir que a gravidade a que chegou a situação de Paulo teria ligação com um diagnóstico de asma, o apresentador foi duramente criticado nas redes sociais.

Isso porque a asma, doença comum caracterizada pela inflamação e estreitamento das vias aéreas, chegou a ser especulada como capaz de complicar a infecção pelo novo coronavírus, mas estudos mostram que, quando leve e controlada, ela não influencia na evolução da doença. Segundo um estudo recente que revisou dados clínicos publicados durante seis meses de pandemia, entre mais de 161 mil pacientes, apenas 1,6% deles tinham diagnóstico prévio de asma – percentual menor que a própria média de diagnósticos de asma no mundo (4,4%).

Além disso, outro ponto levantado por internautas que criticaram a fala de Tiago foi o de que, mais cedo, a apresentadora Tatá Werneck, grande amiga de Paulo, já havia falado sobre especulações de que a asma teria complicado o quadro de saúde do humorista. No Twitter, em resposta a um internauta que divulgou esta informação, ela escreveu: “Paulo não tem comorbidades! Teve asma há dez anos atrás e nunca mais teve crise. Enxerguem a realidade! Parem de negar a gravidade desse vírus!”.

É importante lembrar, porém, que, segundo médicos, a asma não tem cura. Com certos medicamentos e terapias, é possível controlar a doença, minimizando as crises, sintomas e complicações dela. Além disso, de acordo com o Plano Nacional de Imunização (PNI), pacientes com asma grave (ou seja, que fazem uso frequente de corticoides sistêmicos e já foram internados em decorrência de crises – situação diferente da de Paulo), são, sim, parte do grupo de risco para COVID-19.

Morte de Paulo Gustavo