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Entenda como vai funcionar retorno às aulas presenciais em SP a partir de setembro

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William Potter/shutterstock

Está previsto para 8 de setembro o retorno das aulas presenciais no estado de São Paulo. O anúncio foi feito pelo governador João Dória em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (24), e detalhado pelo secretário de educação Rossieli Soares.

De acordo com a equipe do governo, em um primeiro momento, 35% dos alunos devem retornar às aulas presenciais em um sistema de revezamento. Além disso, as aulas nas escolas serão intercaladas com aulas online e haverá protocolo para os horários de entrada e saída dos estudantes, distanciamento entre as pessoas, checagem de temperatura e outros.

As regras do chamado Plano de Retorno da Educação valerão tanto para a rede pública quanto a privada, e englobará desde a educação básica até o ensino superior.

Retomada das aulas presenciais em São Paulo

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Governo do Estado de São Paulo/YouTube

Em todo o estado de São Paulo, 13,3 milhões de estudante de escolas públicas e privadas, desde a educação infantil à superior, e mais de 1 milhão de professores foram afetados pela pandemia de coronavírus, já que as aulas foram transferidas para as telas dos computadores.

Para o retorno das aulas presenciais na escola, o governo do estado elaborou o chamado Plano de Retorno da Educação, cuja fase 1 terá início no dia 8 de setembro e vale para todo o sistema de ensino: desde a educação básica até o ensino superior, contemplando desde a rede público até as unidades particulares de ensino.

A ideia é que, no primeiro momento, as escolas funcionem com apenas 35% da capacidade de alunos e, para isso, haverá revezamento de estudantes e complementação com aulas online.

Ainda de acordo com o secretário de educação, a partir de setembro, a volta às aulas será dividida em três fases:

  • Fase 1: retorno às aulas com até 35% do público escolar;
  • Fase 2: retorno às aulas com até 70% do público escolar;
  • Fase 3:retorno às aulas com 100% do público escolar.

Todas as fase, segundo Soares, precisam respeitar a regra de distanciamento 1,5 metros e pode haver revezamento dos estudantes por dia.

O secretário não especificou como será escolhido o público para as fases 1 e 2, nem como será realizado o revezamento de alunos para as aulas.

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Governo do Estado de São Paulo/YouTube

Para as fases 2 e 3, ainda não há datas definidas, uma vez que a transição para essas fases é baseada nas regras do Plano São Paulo, atual plano de estratégia do estado para a reabertura da economia.

De acordo com Soares, para estabelecer quando uma escola avança de fase, é preciso analisar qual é a atual situação das diretorias de saúde da região onde ela se localiza, de acordo com os critérios do Plano São Paulo:

  • Para estar na fase 1: a diretoria de saúde precisa estar há 28 dias na fase amarela (fase 3) do Plano São Paulo;
  • Para estar na fase 2: 60% das diretorias de saúde precisam estar há 14 dias na fase verde (fase 4) do Plano São Paulo;
  • Para estar na fase 2: 80% das diretorias de saúde precisam estar há 14 dias na fase verde (fase 4) do Plano São Paulo.

Se uma região regredir para as fases 1 e 2, a reabertura das escolas será suspensa.

Protocolo que escolas deverão seguir

Além disso, as escolas devem seguir um protocolo para conter a transmissão do vírus que envolve distanciamento social, cuidados com higiene e saúde dos alunos e funcionários, entre outros aspectos. São eles:

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smolaw/Shutterstock
  • distanciamento social: será obrigatória a distância de 1,5 m entre as pessoas; adoção do ensino remoto combinado ao retorno gradual das aulas; proibição de feiras, palestras e outros eventos; revezamento de turmas para recreios e intervalos; organizar entradas e saídas dos alunos; atividades físicas com distância de 1,5 m entre as pessoas.
  • higiene pessoal: uso de água e sabão e álcool gel 70%; disponibilização de EPIs aos funcionários; uso obrigatório de máscaras por funcionários e alunos; água deve ser distribuída de forma individualizada (com canecas, por exemplo).
  • sanitização de ambientes: os banheiros, vestiários, lavatórios e outras dependências da escolas deverão ser higienizados com frequência; remoção dos lixos pelo menos 3 vezes por dia; aulas com ambientes ventilados (portas abertas).
  • comunicação: avisar os responsáveis pelos alunos sobre mudanças de protocolos com pelo menos 7 dias de antecedências; priorizar atendimento ao público por meios digitais.
  • monitoramento: não permitir pessoas sintomáticas nas instituições de ensino; verificar temperatura do corpo de alunos e funcionários (limite é 37,5 °C); profissionais ou alunos do grupo de risco devem ficar em casa na primeira fase do plano; separar uma sala ou área caso um aluno esteja com suspeita de COVID-19 até que o responsável venha buscá-lo.

4º ano para vestibulandos

Ao falar sobre a retomada das aulas presenciais, Soares ainda citou o chamado “4º ano”. Segundo o secretário estadual, a ideia é fornecer aos alunos do último ano de ensino médio a opção de cursar um novo ano letivo para que estudantes que tenham se sentido prejudicados neste ano de pandemia possam recuperar a experiência escolar. Isso porque esses alunos estão em época de vestibular.

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