Coronavírus: como pedir delivery de forma segura? Comida pode conter o vírus?

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Em vista da pandemia de COVID-19, muita gente tem apostado em pedir delivery de refeições em vez de sair de casa para ir ao supermercado. Esta, de fato, tem sido apontada pelo governo como uma boa alternativa, mas é importante lembrar que, ao receber a encomenda, alguns cuidados precisam ser tomados para evitar o contágio por vírus que eventualmente podem estar na superfície das embalagens.

Coronavírus: cuidados com delivery

Em entrevista ao VIX, a nutricionista Julia Abreu de Mello lembra que, como a transmissão do vírus se dá a partir do contato com secreções expelidas por espirro ou tosse, as superfícies da sacola e das embalagens podem se contaminar.

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Não é preciso, porém, se desesperar, já que os cuidados são simples. Segundo a nutricionista, o primeiro passo é higienizar as mãos corretamente (com álcool em gel ou água e sabão) após ter contato com o entregador e a sacola ou fazer o pagamento.

Depois disso, prontamente descarte a sacola onde a comida veio.

“Em relação à embalagem de dentro, em que vem a comida, você vai passar sua comida para o prato e desprezar também essa embalagem”, afirma Julia. É importante lembrar que, se for preciso mexer na comida com as mãos para colocá-la no prato, é preciso lavar as mãos de novo após abrir a embalagem.

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Após jogar fora todas as embalagens, é preciso higienizar novamente as mãos (já que elas tiveram contato com as superfícies) para, então, comer. Vale lembrar que a Prefeitura de São Paulo recomenda embalar o lixo em duas sacolas plásticas ao invés de uma, a fim de minimizar o risco de contaminação de garis por eventuais furos no saco, medida que protege não só estes profissionais como a sociedade em geral.

Alimento pode estar contaminado?

Quanto à transmissão do vírus pelo alimento em si, autoridades em saúde afirmam que, até onde há conhecimento, isso não é possível.

De acordo com a European Food Safety Authority (Efsa, órgão europeu ligado à segurança alimentar), a partir de estudos sobre outros tipos de coronavírus já conhecidos, não foram encontradas evidências de que o vírus possa ser transmitido a partir da ingestão de alimentos, já que o contágio se dá por vias respiratórias.

Outra preocupação ocasional é a de contaminação a partir de carnes congeladas que vêm da China, mas a infectologista Michelle Zicker, da Rede de Hospitais São Camilo e São Paulo, afirma que isso não acontece. “Até o momento, não há evidências”, afirma a médica.

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