Posso fazer o teste para saber se estou com coronavírus? Quem deve fazer o exame e como

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Essenciais no acompanhamento da pandemia de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, os testes para diagnosticar a infecção estão disponíveis no Brasil tanto pela rede de saúde pública quanto pela rede privada – mas nem todos devem realizá-lo, não só pelos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, mas também para prevenir a escassez de recursos voltados para o diagnóstico.

Teste de coronavírus: quem deve fazer?

Segundo a plataforma do Ministério da Saúde voltada para o coronavírus, o exame de COVID-19 só deve ser realizado em casos suspeitos, e há três cenários que configuram uma suspeita:

  1. pessoa com febre e sintomas respiratórios em um prazo de 14 dias após visitar áreas afetadas
  2. pessoa com febre ou sintoma respiratório que teve contato próximo com um caso confirmado ou suspeito
  3. pessoa com febre ou sintoma respiratório que teve contato domiciliar com casos confirmados
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Durante debate com Drauzio Varella em um vídeo para o canal do médico no YouTube, o infectologista Esper Kallás explicou que a presença de sintomas importantes é essencial para a decisão de realizar o teste para coronavírus, não só para que os recursos disponíveis no sistema de saúde sejam usados com cautela, mas porque, sem eles, é possível que o exame mal funcione.

“Essa história de ‘eu voltei de tal lugar’, ‘eu vi uma pessoa que estava com coronavírus, deixa eu fazer um teste para ver se peguei ou não’, não adianta. Para as pessoas que não têm sintoma, o teste funciona muito mal”, explicou ele, ressaltando que, com isso, quem realmente precisa do exame vai ficar sem. Além disso, ele afirma que, ao fazer o teste em hospitais, o indivíduo se sujeita tanto a contaminar os outros quanto a ser contaminado.

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São Paulo tem critérios específicos

Apesar de o exame estar disponível na rede pública de saúde, o aumento dos casos e o início da transmissão comunitária (em que não há como saber de onde ou como o paciente adquiriu o vírus) no estado de São Paulo fez com que fosse necessário criar novos critérios para sua realização. Em uma coletiva realizada na última sexta-feira (13), o coordenador do centro de contingência contra a doença, David Uip, afirmou que, na rede pública do estado, o teste só será realizado em pacientes internados.

Para os outros pacientes que buscarem o atendimento médico com suspeita da doença, será realizado o diagnóstico clínico (ou seja, a partir de avaliação médica), de acordo com o G1.

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Estou com sintomas: como fazer o exame?

Rede pública

Segundo o Ministério da Saúde, quem estiver com febre e tosse deve ir a uma unidade básica de saúde (postos de saúde) para ser avaliado por um profissional. O teste será realizado conforme as diretrizes do município.

Plano de saúde ou atendimento particular

Conforme estipulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o exame para detecção do novo coronavírus passou, na última sexta-feira (13), a integrar o rol de procedimentos obrigatórios para beneficiários de planos de saúde – ou seja, para quem tem convênio médico, o teste será coberto, mas não em todos os casos. A ANS ressalta que há necessidade de pedido médico para haver a cobertura.

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Coleta em domicílio

Além de o exame estar sendo realizado em unidades de saúde públicas e privadas, há quem esteja fazendo o teste para coronavírus em casa para evitar a ida ao hospital e, consequentemente, prevenir a transmissão do vírus. O serviço é oferecido por laboratórios particulares que, mediante a apresentação de um pedido médico, coletam amostras na residência do paciente e, depois, o comunicam do resultado.

Sintomas muito leves? Fique em casa e observe

O Ministério da Saúde reforça que quem apresenta um quadro muito brando e passageiro de mal-estar e coriza não deve buscar atendimento médico, e sim ficar em casa, a fim de evitar a sobrecarga do sistema de saúde.

Já quem estiver com falta de ar, com ou sem febre, deve buscar atendimento de emergência (pronto-socorro).

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