Coronavírus também pode afetar os olhos, apesar do sintoma ser pouco falado

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Em geral, os sintomas de COVID-19 são parecidos com os de uma gripe comum, incluindo, nos casos brandos, tosse, coriza, febre e mal-estar geral, e, em casos mais graves, falta de ar e febre persistente. Estudos recentes, no entanto, mostram que, além destes sintomas, também é possível haver situações em que o coronavírus dá conjuntivite.

Coronavírus pode dar conjuntivite

Conforme explica o oftalmologista André Borba, o primeiro estudo foi publicado no periódico “Medical Virology”, e acompanhou 30 pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 na China, dentre os quais um desenvolveu a conjuntivite (doença infecciosa caracterizada por coceira, dor, vermelhidão e secreções nos olhos).

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“Este paciente tinha também o vírus SARS-CoV-2 em suas secreções oculares, o que deixa claro para nós que [o vírus] pode, sim, infectar a conjuntiva e causar conjuntivite”, explica o oftalmologista, se referindo à membrana que reveste a parte posterior da pálpebra e protege o olho de corpos estranhos.

Segundo ele, houve também um segundo estudo, publicado no periódico “New England Journal of Medicine”, que detectou ligação entre o novo coronavírus e a doença ocular. Nele, os pesquisadores documentaram “congestão conjuntival” em nove dos 1.099 pacientes monitorados.

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A Academia Americana da Oftalmologia afirma, no entanto, que este tipo de manifestação do novo coronavírus é raro e acomete cerca de 1% a 3% dos pacientes, de acordo com os dados obtidos até agora.

Desta forma, o órgão enfatiza que não é preciso entrar em pânico ao ver alguém com conjuntivite, já que isso não necessariamente significa que o indivíduo esteja infectado com o novo coronavírus. Porém, informa que pacientes que apresentem conjuntivite e também febre ou sintomas respiratórios, incluindo tosse e falta de ar, e que tenham visitado recentemente ou entrado em contato com familiares que visitaram locais com transmissão da doença podem representar casos de COVID-19.

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Cuidados

A recomendação para prevenir isso, segundo o médico, é a mesma indicada para prevenir COVID-19 – ou seja, higienizar as mãos com sabonete ou soluções à base de álcool, manter as superfícies frequentemente utilizadas devidamente esterilizadas, evitar tocar o rosto com as mãos e guardar certa distância das outras pessoas, evitando contato físico.

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