Sarampo matou 140 mil pessoas em 2018 e OMS aponta fracasso

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Ao menos 140 mil de pessoas morreram por sarampo em 2018, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Para a OMS, o fato de que o sarampo faça vítimas, especialmente crianças, é um reflexo de que os esforços para que uma doença possível de ser prevenida fracassaram.

Sarampo: surtos da doença matam 140 mil no mundo

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Em comunicado publicado pela OMS, foi notificada a estimativa sobre o número de mortes resultantes do sarampo no ano passado.

De acordo com a entidade, as mortes pela doença são resultado da onda de surtos verificada globalmente, com epidemias devastadoras em todas as regiões do planeta.

Aqui no Brasil, por exemplo, desde o início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, foram confirmados 10.274 casos, segundo Ministério da Saúde.

Países como Madagascar, a República Democrática do Congo, Somália e Ucrânia chamaram atenção na atual onda de sarampo por concentrarem, juntos, quase a metade dos casos da doença, segundo a OMS.

Crianças foram maioria dos casos de morte

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As principais vítimas da atual onda de sarampo pelo mundo, segundo a OMS, são as crianças menores de 5 anos.

A explicação é: crianças nessa faixa etária apresentam, assim como as lactantes, maiores riscos de se contaminarem com o vírus do sarampo e terem complicações, como pneumonia e encefalite - quadro que leva a sequelas cerebrais, cegueira ou mesmo à morte.

“O fato de que crianças morreram de uma doença possível de se prevenir por meio da vacina, como é o sarampo, é francamente escandaloso e, também, reflete o fracasso dos esforços coletivos para proteger os pequenos mais vulneráveis do mundo”, declarou Tedros Adhanom Ghebreysus, diretor-geral da OMS.

Importância da vacina do sarampo

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Segundo a OMS, estima-se que a vacina do sarampo, nos últimos 18 anos, tenha salvado mais de 23 milhões de vidas.

O sarampo é uma doença viral infectocontagiosa, muito comum em crianças, transmitida por secreções das vias respiratórias – seja por meio do espirro ou pela tosse. A doença é considerada de potencial grave, já que sua transmissão é extremamente alta.

Além do alto risco de transmissão, o sarampo traz preocupações por suas possíveis complicações, que podem acarretar problemas pulmonares, no sistema nervoso central e, nos casos extremos, em morte.

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A vacinação ainda é a melhor aliada para prevenção, controle e erradicação de doenças como o sarampo.

“Existiu a falsa sensação de segurança das pessoas em achar que não precisavam mais se vacinar contra doenças [como o sarampo]. Além disso, campanhas antivacinais nas redes sociais fizeram com que muitos deixassem de se vacinar por medo. Isso abre espaço para doenças como o sarampo e como a poliomielite retornem”, alerta Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, infectologista e membro da Sociedade Paulista de Infectologia.

Para Ana Karolina Marinho, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o surto de sarampo é um reflexo da baixa adesão da vacina. “As pessoas esqueceram que doenças como o sarampo existiam e não entendem a gravidade dela. Essas doenças existem, sim, e são graves”, diz a médica.

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