Como começa o vitiligo e quando ele pode ser “emocional”: tire suas dúvidas

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Caracterizada pela perda da coloração da pele que resulta em manchas brancas, o vitiligo é uma doença que, apesar de não ser grave ou contagiosa, resulta em grande impacto na vaidade e na autoestima dos pacientes.

As regiões mais frequentes do vitiligo aparecer são em volta da boca, na ponta dos dedos, nos pés e na área genital. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as lesões se formam devido à diminuição ou à ausência de células responsáveis pela formação da melanina nos locais afetados.

Vitiligo pode ser causado por fatores emocionais

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As causas do vitiligo ainda não são completamente conhecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados à condição. Há ainda uma possibilidade de o vitiligo ser resultado de um componente genético, pois 30% a 40% dos casos têm relação familiar.

Fatores emocionais também podem estar relacionados ao surgimento de vitiligo. Quadros de grande estresse podem dar início ou aumentar as marcas, por exemplo. Isso ocorre porque comunicadores químicos ligam mente, cérebro e célula e podem desencadear diversas reações que, no caso do vitiligo, é a despigmentação.

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Não é raro, portanto, que o vitiligo apareça quando uma pessoa passa por alguma situação de grande estresse emocional, como perda de uma pessoa querida ou mesmo problemas graves na vida íntima e no trabalho.

Nesses casos, especialistas apontam que é essencial que o paciente tenha apoio psicológico, tanto para aprender a conviver com a doença, quanto para controlar as emoções e evitar o aparecimento de novas manchas.

Tratamento do vitiligo

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O vitiligo é uma doença sem cura, mas que pode ser tratada. As terapias têm como objetivo cessar o aumento das lesões e promover a repigmentação da pele. Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas, como tacrolimus, derivados de vitamina D e corticosteroides.

A fototerapia é também indicada para quase todas as formas de vitiligo, com bons resultados, principalmente para lesões da face e tronco.

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O tratamento deve ser individualizado, conforme as características de cada paciente, e discutido com um dermatologista. Os resultados também podem variar muito entre uma pessoa e outra.

Manchas na pele