Sarampo em SP tem maior taxa em 22 anos: saiba se você precisa da vacina ou reforço

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Desde 2018, o número de casos de sarampo no Brasil vem crescendo e, apenas em São Paulo, os registrados em 2019 já passam de 480 de acordo com informações da Secretaria Estadual da Saúde divulgadas em julho. Segundo o ranking, o número é o maior já registrado desde 1997 - e supera até a soma dos casos ocorridos no Estado entre 2000 e 2018, que totalizam 61.

Em vista da disparada no número de casos, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo lançou uma campanha de vacinação que vai até 16 de agosto - e até quem já tomou a vacina quando criança deve buscar um posto de saúde. Saiba mais sobre a doença, a campanha e quem precisa tomar a vacina:

Sarampo: o que é?

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus. Conforme informa o site do órgão, ela foi uma das maiores doenças epidêmicas do mundo durante vários séculos, além de representar também uma das maiores causas de mortes de crianças decorrentes de doenças em todo o mundo.

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Como pega?

Segundo o órgão, o contágio se dá através de secreções respiratórias - ou seja, é possível pegar sarampo ao entrar em contato com gotículas expelidas por um pessoa infectada na tosse ou em espirros, que carregam então o vírus para outras pessoas pelas vias respiratórias. A partir disso, o vírus se instala na mucosa do nariz, se reproduz e então migra para a corrente sanguínea.

É importante lembrar também que, assim como a catapora, a transmissão da doença começa antes de ela se manifestar de fato (com manchinhas e febre), e as chances de contágio perduram até o quarto dia após o surgimento das erupções na pele.

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Sintomas

A partir do contágio, a pessoa infectada pode se sentir indisposta durante alguns dias, período marcado por febre alta, mal-estar, coriza, tosse, alterações no apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas. Com o passar dos dias, aparecem também as típicas manchas vermelhas na pele, que tendem a começar a surgir na região atrás das orelhas e se espalhar.

Três dias após seu surgimento, as erupções na pele tendem a descamar e começar a desaparecer junto com a febre - mas a persistência dos sintomas é possível e indicam possíveis complicações decorrentes da doença, como otite média aguda, pneumonia bacteriana, manifestações neurológicas, doenças cardíacas, entre outras.

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Diagnóstico e tratamento

Ainda que tenha sinais bastante característicos, o sarampo é diagnosticado a partir de um exame de sangue, e o tratamento busca amenizar os sintomas. Segundo o órgão, costumam ser administrados antitérmicos para controlar a febre, bem como antibióticos adequados para qualquer complicação bacteriana que o sarampo pode trazer.

Campanha de vacinação

Apesar de a tríplice viral (vacina que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) ser fornecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, a Secretaria Municipal da Saúde de SP criou, diante do aumento nos casos da doença, uma campanha que se iniciou em junho e vai até o dia 16 de agosto de 2019.

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Em geral, a vacina contra o sarampo é aplicada ainda durante a infância, mas a campanha tem foco em pessoas entre os 15 e os 29 anos - faixa etária que, segundo o órgão, tem o maior número de pessoas que podem não ter sido imunizadas quando pequenas. Além disso, profissionais da saúde também fazem parte do público-alvo da campanha.

O “Dia D” da campanha de vacinação contra o sarampo ocorre no próximo dia 20 de julho (sábado), com ações que buscam intensificar a vacinação da faixa etária estipulada - mas, ainda que a campanha tenha duração, é importante lembrar que é possível se vacinar em qualquer Unidade Básica de Saúde do município em qualquer outro momento.

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Quem deve tomar?

Em geral, crianças entre um e sete anos devem receber duas doses da vacina, sendo a primeira a tríplice viral e a segunda a tetra viral. Já pessoas entre sete a 29 anos que não foram vacinadas durante a infância devem receber duas doses da tríplice viral com um intervalo mínimo de 30 dias entre as duas. Quem tem de 29 a 59 anos (completos em 2019) e não recebeu a vacina anteriormente deve receber apenas uma dose da tríplice viral.

Na campanha, porém, a Secretaria Municipal de Saúde da cidade orienta que todas as pessoas que têm entre 15 e 29 anos, inclusive as que já tenham se vacinado na infância ou contraído a doença em algum momento da vida, busquem os postos de vacinação e tomar um reforço da imunização.

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Onde tomar a vacina do sarampo em SP?

10h – 16h - Terminal Metropolitano Jabaquara (Corredor ABD) 9h – 15h - Terminal Metropolitano Vila Galvão (Corredor Metropolitano Guarulhos – São Paulo - Tucuruvi) 10h – 16h - Sé (Linha 1-Azul e 3-Vermelha) 10h – 16h - República (Linha 3-Vermelha e 4-Amarela) 10h – 16h - Santa Cecília (Linha 3-Vermelha) 10h – 16h - Marechal Deodoro (Linha 3-Vermelha) 10h – 16h - Higienópolis-Mackenzie (Linha 4-Amarela) 10h – 16h - Clínicas (Linha 2-Verde) 10h – 19h - Barra Funda (Linha 3-Vermelha, 7-Rubi, 8-Diamante) 10h – 16h - Paulista (Linha 4-Amarela) 10h – 16h - Paraíso (Linha 1-Azul e 2-Verde) 10h – 16h - Vila Prudente (Linha 2-Verde e 15-Prata) 10h – 16h - Sacomã (Linha 2-Verde) 10h – 16h - Tamanduateí (Linha 2-Verde e 10-Turquesa) 10h – 16h - Vila das Belezas (Linha 5-Lilás) 9h – 16h - Santana (Linha 1-Azul) 9h – 16h - Tucuruvi (Linha 1-Azul)

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