Vacina contra alergia combate rinite, asma, conjuntivite, dermatite e mais 3 quadros

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Popularmente conhecida como vacina para alergia, a imunoterapia para alérgenos é um tratamento é utilizado há várias décadas e, quando realizado com a indicação correta, apresenta com bons resultados aos pacientes.

Em seu perfil no Instagram, a alergista e imunologista Paula Quadros explica que a imunoterapia é um tratamento eficaz e seguro para:

  1. Asma
  2. Rinite alérgica
  3. Conjuntivite alérgica
  4. Alguns casos de dermatite atópica
  5. Alergia a veneno de insetos
  6. Alergia a pólen
  7. Alergia a poeira, ácaros e fungos

Vacina contra alergias: como funciona

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Lightspring/shutterstock

A terapia tem como objetivo diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, o tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável (de 1 a 3 anos).

A imunoterapia pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos. A sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia. Não existe, no entanto, indicação de imunoterapia para alergia a alimentos e para alergia por contato.

As vacinas para alergia provocam diminuição dos sintomas e, em pacientes com rinite, pode prevenir o surgimento de sensibilização para outros alérgenos e também impedir a evolução da condição para asma. A imunoterrapia, portanto, induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica.

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Sakurra/Shutterstock

O método mais utilizado de aplicação de imunoterapia é através de injeções subcutâneas. As vacinas não são disponíveis em farmácias e devem ser administradas somente por um profissional qualificado.

Pacientes com asma não controlada ou em crise de asma não devem receber aplicação de imunoterapia. O tratamento também é contra-indicado para pessoas com doença coronariana, que usem determinado grupo de anti-hipertensivo ou que sofram de outras doenças do sistema imunológico, como imunodeficiências e doenças autoimunes.

De uma forma simples, explica a médica, a imunoterapia modifica algumas respostas do sistema imunológico e o paciente passa a tolerar melhor o alérgeno que antes desencadeava a reação. Essa tolerância permanece por alguns anos, mesmo após a descontinuação da vacina.

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Posted @withrepost • @saudehonesta Texto da alergista e imunologista Paula Quadros @dra.paula.alergista ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ Com tantos tratamentos sem comprovação científica sendo realizados em consultórios médicos, é comum a dúvida em relação à imunoterapia para alérgenos ambientais e insetos (também conhecida como vacina para alergia). Mas esse tratamento é utilizado há varias décadas com bons resultados (desde que tenha a indicação correta). A imunoterapia deve ser realizada por médico qualificado, sendo um tratamento eficaz e seguro para alergias respiratórias (asma e rinite alérgica) alergia ocular (conjuntivite alérgica), alguns casos de dermatite atópica e alergia de veneno de insetos. O tratamento consiste na aplicação do alérgeno que o paciente é sensibilizado em doses crescentes até atingir a dose de manutenção (quando a vacina passa a ser mensal). O tempo de tratamento é em média de 3 a 5 anos. A vacina é feita a partir do alérgeno positivo, identificado através da presença de anticorpos IgE específicos no teste cutâneo – Prick Test. Pacientes com testes negativos não tem indicação de fazer a imunoterapia. E qual a vantagem? Este tratamento foi reconhecido em 1998 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a única modalidade terapêutica capaz de alterar a evolução natural das alergias respiratórias e prevenir o surgimento de asma em crianças com rinite alérgica, além de prevenir novas sensibilizações. De uma forma simples, a imunoterapia modifica algumas respostas do sistema imunológico e o paciente passa a tolerar melhor o alérgeno que antes desencadeava a reação. Essa tolerância permanece por alguns anos, mesmo após a descontinuação da vacina. Fonte: Mecanismos da imunoterapia alérgeno-específica – Pereira VAR et al. / Reações adversas locais e sistêmicas à IT para ácaros – Lima CMF et al ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ #saudehonesta #imunoterapia #alergia #imunologia #vacinaparaalergia #rinite

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Tipos e sintomas de alergias