Gordura no fígado: médico revela qual é o melhor tratamento para acabar com problema

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Explode/Shutterstock

O acúmulo de gordura nas células do fígado leva a uma doença chamada esteatose hepática não alcoólica. Ela quase não tem sintomas, mas pode provocar complicações mais sérias, como cirrose e câncer no fígado.

Entre os principais fatores de risco estão sobrepeso, má alimentação, sedentarismo e diabetes. Já o tratamento e a prevenção são bem simples e dependem de apenas uma condição.

Como tratar esteatose hepática?

O endocrinologista Bruno Halpern relatou em seu Instagram que muitos pacientes perguntam se há tratamentos específicos para gordura no fígado. E respondeu que o jeito mais eficaz de lidar com este problema é a perda de peso.

O especialista citou um estudo que apontou a perda de 10% do peso corporal como o recurso mais efetivo para reduzir os riscos causados pela esteatose. Segundo ele, neste caso, um regime para emagrecer deve ser visto como um tratamento médico.

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Magic mine/Shutterstock

A única exceção, segundo ele, é um remédio para diabetes chamado pioglotazona, que leva ao ganho de peso. É como se o medicamento tirasse a gordura do fígado e depositasse em outras áreas menos perigosas. "Mas eu prefiro sempre a forma da perda de peso", destacou.

Como saber se tenho gordura no fígado?

O grande perigo da esteatose hepática é o fato de ser uma doença com sintomas muito discretos, que geralmente só é descoberta em exames de rotina. Se não for tratada, pode evoluir para quadros mais graves e gerar a necessidade de um transplante.

Alguns dos poucos incômodos relatados são cansaço, incômodo na região do fígado e perda de apetite. Em Nos casos mais avançados, pode causar acúmulo anormal de líquido dentro do abdômen, confusão mental e hemorragias.

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Recebo muitos pacientes preocupados com exames que mostram esteatose hepática (a gordura no fígado) e me perguntam se há tratamentos específicos. 👉Em primeiro lugar, é importante frisar que a esteatose aumenta de fato o risco de vários doenças, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, e até mesmo cirrose e câncer de fígado. Porém nem todas as esteatoses são iguais: há pessoas que tem gordura e inflamação no fígado (a esteatohepatite), ou mesmo fibrose e essas condições aumentam muito mais os riscos. Portanto, saber o grau de envolvimento do seu fígado é importante para entender seus riscos e também os tratamentos. Também é importante saber se o álcool tem influência. Nesse caso, focar em reduzir consumo é fundamental. 👉Porém, embora hajam muitos estudos em desenvolvimento, buscando medicações específicas para a esteatose, hoje a melhor forma de tratá-la é perdendo muito peso! E mesmo alguns medicamentos em estudo tem parte de sua ação no emagrecimento, como os análogos de GLP-1. 👉Estudos com cirurgia bariátrica mostram os melhores resultados, mas isso devido ao fato de a perda de peso ser bem maior! Mas há estudos que mostram que perder mais de 10% do peso é extremamente efetivo em reduzir os aspectos mais perigosos da esteatose. A única exceção é um remédio chamado pioglotazona, para diabetes, que também reduz a esteatose, mas leva a ganho de peso. Isto porque ela, de forma bem simplificada, “tira” a gordura do fígado e ajuda a depositá-la em áreas que metabolicamente são menos perigosas. 👉Mas eu prefiro sempre a forma da perda de peso! A grande questão é que emagrecer não é fácil é deve ser vista como tratamento e não como orientação! Ref: Glass, Total body weight loss of 10% is associated with improved hepatic fibrosis in NASH. Dig Dis Sci 2014 #esteatosehepatica #esteatose #gorduranofigado #obesidade #perdadepeso #emagrecimento #esteatohepatite #sindromemetabolica #alcool

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Problemas com o fígado