Achei um nódulo na tireoide: o que faço? Médico diz tudo o que acontece no tratamento

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A presença de um nódulo na tireoide só pode ser confirmada com uma consulta médica, com a realização de um exame de ultrassom e, se for o caso, de uma biópsia. De acordo com Emerson Favero, cirurgião de cabeça e pescoço especialista em tireoidectomia, uma vez identificada a condição, é importante que o paciente siga alguns importantes passos.

Nódulo na tireoide: passo a passo do que fazer

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1. Na consulta médica, tire todas as suas dúvidas sobre o nódulo na tireoide e não vá embora para casa com qualquer dúvida, já que parte do processo de cura é o otimismo e a autoconfiança, explica o profissional. Tenha em mente que os casos de nódulos de tireoide malignos são na maior parte das vezes solucionados com a cirurgia de retirada da glândula tireoide e possuem 96% de índice de cura.

2. Faça os exames laboratoriais, que são praticamente indolores e rápidos, o quanto antes. São eles que trarão clareza ao médico sobre o seu caso. Entre os testes mais comuns estão os exames de sangue, o ultrassom, e a punção, que é realizada com a "picada" de uma agulha por uma seringa que remove um pedaço minúsculo do nódulo para ser examinado em microscópio. A punção é o exame que definirá se o nódulo e câncer ou não.

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3. Nos casos dos nódulos de tireoide, existem dois resultados, sendo o primeiro deles que se trata de um nódulo pequeno (em geral menor de 1 cm) e que não necessita sequer de punção, que deverá ser acompanhado com frequência caso seu tamanho aumente e precise de algum outro procedimento.

E existem os casos dos nódulos que possuem células malígnas ou são grandes, mas inofensivos, porém geram incômodo no paciente ao engolir ou falar. Esses são casos cirúrgicos e caberá ao médico decidir se deverá ser realizada a tireoidectomia total, em que toda a glândula da tireoide é removida, ou a parcial, em que apenas a parte afetada é retirada.

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4. Em casos de nódulos que não exigem cirurgia, o paciente deve apenas realizar acompanhamento médico com frequência e realização de mais exames se mais sintomas ou incômodos surgirem.

5. O nódulo, por outro lado, pode demandar uma cirurgia de remoção, por tireoidectomia total ou parcial. A tireoidectomia total é uma recomendação médica para quando o paciente possui mais de um nódulo ou para os casos em que toda a glândula está com células cancerígenas ou mesmo quando toda a glândula tireoide está doente, independente de ser câncer.

A tireoidectomia parcial é indicada nos casos de nódulo pequeno e isolado e também quando apenas uma pequena parte da glândula está comprometida. Muitos casos de câncer de tireoide podem ainda ser tratados com a retirada parcial da glândula. Esse procedimento pode melhorar a vida da paciente e ter um pós-operatório mais fácil e com menos sintomas.

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6. No caso da necessidade de cirurgia, o pré-operatório costuma ser bem simples e tranquilo e o tempo médio de internação é de 2 dias. Após a operação, é comum que o paciente apresente rouquidão e o médico indicará a alimentação correta e a ingestão de água e líquidos. Por tratar de uma glândula fundamental ao funcionamento do organismo, a remoção de toda ou de parte da tireoide implicará na reposição artificial de alguns hormônios e componentes através de medicamentos.

7. Por fim, segundo o médico, é possível ter uma vida normal após a tireoidectomia. Exceto pelos medicamentos, será necessário apenas acompanhar com frequência os exames relacionados à tireoide e também atentar-se ao aparecimento de outros nódulos, sejam na região do pescoço ou da garganta, nos casos em que a remoção da tireoide foi por câncer.

Saúde da tireoide