Inseminação caseira tem sido cada vez mais procurada: médico mostra sérios riscos

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Técnicas de reprodução humana assistidas dão esperanças a casais que não conseguem ter filhos de forma tradicional, mas normalmente são caros e pouco acessíveis. A dificuldade em seguir um tratamento com acompanhamento médico tem levado algumas pessoas a procurar por uma “inseminação caseira”.

Inseminação caseira: riscos

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De acordo com o médico Vamberto Maia Filho, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, a inseminação artificial é uma das alternativas terapêuticas mais simples para casais inférteis. Com baixa complexidade, o procedimento consiste em inserir o sêmen via um cateter pelo colo até a parte interna do útero.

O procedimento, normalmente, é associado à indução da ovulação para disponibilizar mais óvulos aos milhares de espermatozoides usados. O método tem custos elevados, é feito em várias etapas e exige exames prévios para garantir segurança. Em muitos casos, é necessário também efetuar a compra do sêmen de bancos certificados.

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O método da “inseminação caseira”, segundo o profissional, consiste em disponibilizar o sêmen de forma gratuita (ou, em alguns casos, com “ajuda de custo") a quem precisa, sem exames ou burocracia, ou seja, um paraíso para complicações e transtornos futuros sem nenhuma chance de reclamação.

Quando um tratamento de infertilidade é realizado da maneira correta, existe grande preocupação com questões clínicas, legais e afetivas, algo que não acontece com as chamadas “inseminações caseiras”.

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O médico diz que casais homoafetivos femininos são o maior público deste tipo de técnica, seguido por mulheres independentes e, em alguns casos, heterossexuais em que o problema de fertilidade está no homem. Esses grupos, organizados em rede sociais, já são facilmente encontrados e interagem entre si com a intenção de compartilhar informações, soluções e, claro, alguns aproveitam para oferecer o sêmen.

O procedimento, no entanto, oferece muitos riscos em diversas esferas. De acordo com o ginecologista, a inseminação em laboratórios regulares é feita sob rígidos termos, controles e exames. Já a inseminação caseira, segue a margem de tudo isso e abre portas para doenças, traumas, insegurança física, além da ausência de controles sanitários.

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Existe ainda a complicação legal, já que o filho gestado dessa forma poderá ter direitos legais e afetivos negados ao longo da vida. O processo está totalmente ausente de qualquer componente legal e teremos futuras crianças geradas em um potencial problema jurídico, afirma o especialista.

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