Fungo fatal está se espalhando pelo mundo silenciosamente: ataca 1 grupo de pessoas

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Kateryna Kon/Shutterstock

Um germe fatal e silencioso tem se espalhado pelo mundo e deixado em alerta profissionais de saúde e pesquisadores. O fungo Candida auris (também chamado de C. auris) causa sérias infecções nos pacientes e pelo menos uma em cada três pessoas que foram infectadas e identificadas pelas autoridades morreu.

Um grupo de pessoas, de acordo com as pesquisas tocadas pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, corre mais riscos de ser infectado com esse fungo. Entenda.

Fungo fatal Candida auris

Visto como um germe resistente a tratamentos com antifúngicos, o Candida auris se tornou uma preocupação alarmante dentro de hospitais de vários países, incluindo os Estados Unidos. Difícil de detectar, já que pode ser confundindo com vários outros fungos, ele gera infecções na corrente sanguínea do paciente e pode levar à morte.

O que deixa os médicos em estado de alerta é o fato de o C. auris ser resistente aos medicamentos que já conhecemos. Os sintomas que apontam para a infecção são febre e dores, que, segundo o CDC, não mostravam melhora mesmo com a administração de antibióticos.

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CDC/Divulgação

Grupo que sofre mais riscos

Pessoas que estão com o sistema imunológico enfraquecido correm mais riscos. "Pacientes que foram hospitalizados em uma unidade de saúde há muito tempo, têm um cateter venoso central, ou outras linhas ou tubos entrando em seu corpo, ou já receberam antibióticos ou medicamentos antifúngicos, parecem estar em maior risco de infecção com esta levedura", explicou o órgão.

Alguns estudiosos apontam que o fato do fungo ser resistente aos remédios já conhecidos desperta atenção ao surgimento das superbactérias, causado pelo uso indiscriminado de antibióticos atualmente, que deixam essas bactérias "mais fortes" aos medicamentos.

Casos no mundo

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Kateryna Kon/Shutterstock

O Candida auris foi descoberto em 2009 e a transmissão é feita pelo contato com qualquer objeto que esteja próximo ao paciente ou ao tocar na pessoa. Não há registros do fungo no Brasil, mas já houve casos em Nova York, em outros estados norte-americanos, Índia, Bélgica, Suíça, Emirados Árabes, Iã, Panamá, Canadá, Paquistão, África do Sul, entre outros locais.

Bactérias e superbactérias