HPV 16 é tipo de alto risco e pode causar câncer: diagnóstico e tratamento

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O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que sobrevive na pele e mucosas dos seres humanos. Geralmente, manifesta-se na região genital (vulva, vagina e pênis), bem como ânus, boca e garganta e colo do útero. Não se sabe quanto tempo o vírus pode permanecer no corpo sem apresentar sintomas e, em muitos casos, eles podem nunca aparecer.

HPV: o que é

O HPV faz parte de uma família de mais de 150 tipos vírus que infectam exclusivamente a pele e mucosas dos seres humanos, afirma o médico oncologista Ellias Magalhães e Abreu Lima, da Oncomed BH. O Papilomavírus Humano está relacionado ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, como os de colo de útero, pênis e garganta.

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Tipos de vírus de HPV

Existem mais de 100 tipos de vírus de HPV, sendo o HPV 16 e o HPV 18 os mais comuns e considerados de alto risco, segundo informações do Instituto Oncoguia. Felizmente, ambos podem ser imunizados com vacinas disponíveis.

HPV 16

É grave?

As lesões provocadas pelo HPV podem ser de alto risco, com potencial para desenvolver cânceres (principalmente de colo uterino, pênis e ânus) ou de baixo risco, não apresentando relação com nenhum tipo de câncer, explica a ginecologista e obstetra Thalia Reis.

De qualquer forma, com tratamento e acompanhamento médico, dificilmente o vírus descoberto em estágio inicial evoluirá para um quadro mais grave.

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Riscos

Apenas uma minoria da população chega a manifestar os sintomas do HPV. Nestes casos, os micro-organismos podem se abrigar na pele e nas mucosas úmidas, como genitália e boca, criando feridas e verrugas benignas ou malignas.

Se não tratadas corretamente, as lesões com características de malignidade podem virar câncer. No entanto, segundo o ginecologista Élvio Floresti Junior, apenas 1% dos casos se tornam cancerígenos.

Vira câncer?

Embora para uma minoria de mulheres contaminadas com o vírus possa desenvolver a doença, HPV não é exatamente sinônimo para o câncer, afirma o ginecologista-obstetra e colposcopista Ricardo Rossi Cardoso, do Hospital e Maternidade Santa Brígida. Segundo o médico, a infecção também não é o único fator para o desenvolvimento do câncer, ao contrário do que muita gente acredita.

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Vacinação

Atualmente, mulheres e homens com até 26 anos podem se vacinar contra HPV de graça pelo SUS. De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema vacinal para a faixa etária deve ser realizado em três doses, com intervalos de dois e seis meses.

HPV: transmissão

A principal via de transmissão do HPV é a sexual, tanto na penetração desprotegida (vaginal ou anal) quanto na prática de sexo oral. Porém, é possível ainda que o vírus seja transmitido de mãe para filho no momento do parto ou em outros tipos de contato, já que é um vírus facilmente transmissível.

O uso da camisinha, tanto para a prática da penetração como do sexo oral, é a maneira mais eficaz de evitar a contaminação. Apesar de não proteger completamente contra a infecção, já que a lesão pode estar na base ou outras regiões do pênis, ela diminui expressivamente o risco.

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Como tratar

O tratamento do HPV depende do tipo da infecção apresentada. Para pacientes que apresentaram alterações no exame preventivo, mas não possuem lesões aparentes e tiveram resultado normal na colposcopia, a conduta é apenas preventiva, com realização de exames a cada 3 a 6 meses.

No caso de presença de verrugas, o principal tratamento é a cauterização química e colposcopia. Em alguns casos, é necessária a realização de biópsia. Nos quadros mais avançados, é necessária a retirada da lesão por cirurgia.

No homem: o que fazer

Cerca de 50% dos homens têm o vírus do papiloma humano (HPV), aponta estudo divulgado pelo Ministério da Saúde. Doenças mais graves derivadas do HPV são mais recorrentes em mulheres, mas também podem afetar indivíduos do sexo masculino.

Nos homens, a incidência de câncer devido ao HPV é muito baixa, mas há ocorrências de câncer de pênis e anal, além da formação de verrugas genitais.

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Assim como as mulheres, os homens não têm sintomas de HPV, a menos que eles portem um tipo que provoque verrugas genitais, que podem aparecer no pênis, escroto, assim como em regiões como virilha, coxas e ao redor do ânus.

Atualmente, não existe um exame específico para detectar HPV em homens. No entanto, as verrugas genitais podem ser diagnosticadas e tratadas. O uso de camisinha nas relações sexuais continua sendo a melhor forma de prevenir o contágio e a transmissão do vírus.

HPV: tire dúvidas