AVC pode ser de dois tipos e dá 6 sinais silenciosos antes de acontecer

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Considerada a principal condição que deixa as pessoas incapacitadas em todo o mundo, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é caracterizado pela obstrução total ou rompimento dos vasos sanguíneos do sistema nervoso.

O AVC é uma das maiores causas de mortes no Brasil (cerca de 6 milhões de óbitos anuais) e, dentre os pacientes que não morrem, 70% sofrem com sequelas, que podem atingir diversas áreas do cérebro e afetar funções cognitivas e motoras.

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AVC: tipos

Existem dois tipos de AVC mais comuns, o isquêmico e o hemorrágico, e ambos podem deixar sequelas.

AVC isquêmico

Também chamado de derrame, é o tipo mais comum de AVC. Ocorre quando há uma obstrução arterial que impede a chegada de sangue e, portanto, oxigênio a diferentes regiões do cérebro, causando a morte dos neurônios e, consequentemente, sequelas.

AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico é caracterizado pela hemorragia resultante da ruptura de um vaso no cérebro e causado, principalmente, por pressão alta e distúrbios que fragilizam as artérias cerebrais e do encéfalo.

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O que pode causar um AVC: causas

De acordo com o médico Dr. Sérgio Tadeu Fernandes, do Instituto Brasileiro Integrado de Neurociências (iBrain), as causas de AVC incluem:

  • Doenças do coração
  • Colesterol e/ou triglicérides alto
  • Hipertensão
  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Diabetes
  • Uso de álcool e drogas
  • Uso de anticoncepcional
  • Doença vascular prévia
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Como identificar um AVC: sintomas

Os sintomas iniciais de um AVC podem ser silenciosos e, perigosamente, fazer com que uma pessoa demore para buscar socorro médico. Portanto, conhecer os principais sinais da condição é fundamental para evitar complicações e até mesmo morte.

Sinais silenciosos

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Sequelas

O neurologista Dr. Rubens Gagliardi, diretor científico da Academia Brasileira de Neurologia, explica que, independentemente de ser isquêmico ou hemorrágico, o AVC pode deixar sequelas motoras, neurológicas ou cognitivas.

As sequelas podem variar de acordo com a parte do cérebro que foi atingida, assim como pela extensão dos danos, visto que quanto maior é a área afetada pelo AVC, mais extensas são as consequências para o organismo.

No caso de AVC por aneurisma, as sequelas costumam ser mais grave, explica a neurologista Gisele Sampaio, vice-coordenadora do departamento científico de doenças cérebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia. Segundo a médica, quando ocorre a ruptura de um aneurisma, o sangramento se acumula no espaço subaracnóideo, que fica entre duas das camadas da meninge: a pia-máter (a mais próxima do cérebro) e a aracnoide.

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Tem cura?

As sequelas de AVC têm cura em alguns casos, mas, em outros, elas permanecerão definitivamente. Seja pela recuperação natural do organismo ou por meio de tratamentos, a lesão pode regredir, assim como suas limitações. A melhor alternativa sempre é buscar ajuda, visto que não é possível prever quais sequelas irão regredir sozinhas.

A reabilitação vai depender ainda do apoio de uma equipe multidisciplinar que irá ajudar o paciente a ter sua autonomia e independência de volta. O primeiro passo para tratar o AVC é cuidar do derrame, estancando a hemorragia ou removendo o trombo para manter o paciente estável.

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Uma vez estabilizado o quadro, começam os cuidados com as sequelas, que é personalizado de acordo com os sinais deixados em cada paciente. O tratamento pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e uso de medicamentos que interferem no fluxo sanguíneo e que controlam a pressão arterial e relaxam os vasos.

Não é possível determinar um tempo único e exato de reabilitação após AVC, pois o processo pode variar muito de acordo com o número e extensão das sequelas. No entanto, sabe-se que em grande parte dos casos os tratamentos melhoram a qualidade de vida do paciente.

Prevenção do AVC

Segundo informações do Ministério da Saúde, alguns fatores podem ajudar a reduzir os riscos de AVC. As formas mais eficientes para prevenir o problema são:

  • Não fumar
  • Não consumir álcool em excesso
  • Não fazer uso de drogas ilícitas
  • Manter alimentação saudável
  • Manter o peso ideal
  • Beber bastante água
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Manter a pressão sob controle
  • Controlar a glicose

AVC: causas, sintomas e tratamentos