Formato do cocô diz exatamente como está intestino: o seu está saudável?

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O hábito de analisar as fezes antes de dar descarga pode revelar muito sobre a sua saúde. Se estiverem duras ou moles demais, alguma coisa está errada com o sistema digestivo. Existe até uma escala que ajuda a identificar os problemas de acordo com a aparência do cocô.

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Walnut Bird/shutterstock

Aparência do cocô: o que significa?

A escala de Bristol vai de 1 a 7 e classifica os tipos de fezes da mais dura à mais mole. O tipo 1, por exemplo, é o caso típico de fezes ressecadas e que passam por um longo trânsito intestinal, chegando ao vaso sanitário em forma de bolinhas duras e separadas.

O tipo 2 é parecido, mas as bolinhas se juntam formando um cilindro encaroçado. Ambos indicam constipação e pedem maior ingestão de fibras e líquido. Os tipos 3 e 4 estão no meio termo entre as fezes duras e líquidas. Apresentam a consistência ideal, em forma cilíndrica, indicando que o intestino está funcionando corretamente.

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Oleksandr Malysh/Shutterstock

Já os tipos 5, 6 e 7 caracterizam um cocô mais mole que o normal, sinal de que o corpo está tentando se livrar do alimento o mais rápido possível. Existe mais de uma razão possível para isso.

Fezes e problemas de digestão

A nutricionista Patricia Davidson explica que as fezes moles podem ser causadas por intolerâncias alimentares ou consumo excessivo de substâncias como cafeína, álcool e medicamentos. "Esses tipos de fezes causam má absorção de nutrientes, o que leva a deficiências de vitaminas e minerais", esclarece.

"Outra característica importante que deve ser observada é a presença de partículas de alimentos nas fezes. Quando presentes, indicam má digestão. Além disso, a cor das fezes deve ser marrom escuro e elas não devem cheirar muito mal", completa a nutricionista, lembrando o forte odor é sinal de excesso de fermentação.

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O tamanho, a forma e a cor das suas fezes dizem bastante sobre a sua saúde. Essas informações são tão relevantes que, em 1997, Stephen Lewis e Ken Heaton, do hospital de ensino Bristol Royal Infirmary, do Reino Unido, desenvolveram o que hoje é conhecido como a escala de Bristol e é comumente usada pelos profissionais de saúde para avaliar a função digestiva. A escala de sete pontos varia de constipação (Tipo 1) a diarreia (Tipo 7), com uma variedade de consistências intermediárias. • Tipos 1 e 2: indicam constipação e um longo tempo de trânsito intestinal, o que é tóxico para o corpo. Estão relacionadas à baixa ingestão de água, baixa função da tireóide, intolerâncias alimentares, falta de fibra solúvel e insolúvel, deficiência de magnésio, baixo função estomacal e de vias biliares. • Tipos 3 e 4: são o tipo ideal e indicam um bom fluxo intestinal. • Tipos 5, 6 e 7: indicam que o organismo está tentando eliminar o alimento o mais rápido possível, provavelmente por causa de sensibilidades alimentares ou alergias (excesso de glúten e laticínios são causas comuns), consumo excessivo de cafeína ou álcool, tireóide hiperativa, síndrome do intestino irritável ou uso de medicamentos. Esses tipos de fezes causam má absorção de nutrientes, o que leva a deficiências de vitaminas e minerais. Outra característica importante que deve ser observada é a presença de partículas de alimentos nas fezes. Quando presentes, indicam má digestão. Além disso, a cor das fezes deve ser marrom escuro e elas não devem cheirar muito mal (sinal de excesso de fermentação). (continua no primeiro comentário)

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Aspecto das fezes