Colostomia: o que é, 6 tipos, quando precisa ser feita e como cuidar

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A colostomia é uma operação feita para realizar a abertura do cólon através da parede abdominal com o objetivo de deixar exteriorizada a parte final do intestino grosso e permitir a drenagem das fezes em casos de impossibilidade da eliminação por via natural.

Colostomia: o que é

De acordo com o Instituto Oncoguia, a colostomia é um estoma intestinal, ou seja, a exteriorização no abdômen de uma parte do intestino grosso para eliminação de fezes.

A finalidade do procedimento é desviar a saída das fezes para uma bolsa coletora encaixada em determinado ponto da barriga em vez da saída do conteúdo fecal pelo ânus.

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Tipos de colostomia

Colostomia provisória

Os estomas provisórios são realizados por qualquer problema transitório no trato intestinal ou urinário. No caso das colostomias, geralmente são feitas para evitar que as fezes passem pelo local operado (no caso de uma cirurgia) antes da cicatrização completa. Após o fechamento do estoma, o paciente volta a evacuar pelo ânus.

Colostomia definitiva

Os estomas permanentes são realizados quando não é possível manter a função normal da evacuação de maneira definitiva.

Colostomia ascendente

O procedimento é realizado na parte ascendente do cólon, ou seja, no lado direito do intestino grosso.

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Colostomia transversa

É localizada na parte transversa do cólon, a porção entre o cólon ascendente e descendente.

Colostomia descendente

É a colostomia realizada na parte descendente do cólon (lado esquerdo do intestino grosso).

Colostomia em alça

A colostomia úmida em alça é construída para permitir a saída de urina e fezes pelo mesmo estoma. Trata-se de uma alternativa para pacientes que necessitam de dupla derivação (fezes e urina).

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Quando é indicada?

A indicação de colostomia ocorre quando o paciente apresenta qualquer problema que o impede de eliminar normalmente as fezes pelo ânus. Os dejetos, portanto, saem pelo estoma, que fica na superfície do abdômen e vão para uma bolsa adaptada à pele.

De acordo com informações da Johns Hopkins Medicine, a colostomia é indicada para tratar diferentes condições e doenças, como:

  • Abertura anal bloqueada ou ausente
  • Infecções graves e inflamação de pequenos sacos no cólon
  • Doença inflamatória intestinal
  • Lesão do cólon ou reto
  • Bloqueio intestinal (parcial ou total)
  • Câncer retal
  • Câncer de cólon
  • Feridas ou fístulas no períneo
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Cuidados

Pacientes que passam por uma colostomia devem tomar alguns cuidados para evitar complicações. De acordo com o site médico WebMD, quem possui um estoma deve evitar medicamentos que podem causar constipação ou diarreia, manter uma dieta equilibrada, preferencialmente livre de alimentos que causam excesso de gases.

É importante ainda que o paciente mantenha a bolsa coletora sempre limpa, interior e exteriormente e, em alguns casos, considerar uma irrigação com colostomia. O procedimento usa um enema através do estoma para limpar o cólon durante o dia.

Complicações

O procedimento de colostomia é seguro e eficiente, mas pode apresentar complicações que surgem de diferentes fatores, que vão desde a dificuldade em manter a bolsa presa à pele até aparecimento de dermatites ou infecções ao redor do estoma.

Cuidados com o intestino