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Problema de saúde que afastou Patrícia de Sabrit é sério e gera sequela em certos casos

Para conseguir atuar na série infanto-juvenil “Z4”, do SBT, a atriz Patrícia de Sabrit precisou vencer um quadro de saúde sério e que poderia lhe trazer complicações graves – como um acidente vascular cerebral (AVC) e sequelas neurológicas.

Em maio deste ano, a conhecida atriz de novelas como “Olho no Olho” (Globo), “Pérola Negra” (SBT), “Amor e Revolução” (SBT) e “Vidas Cruzadas” (Record) detectou uma dissecção de artéria vertebral e precisou se afastar das gravações por cerca duas semanas para cuidar da saúde.

Atualmente, Patrícia está liberada pelos médicos para seguir com sua rotina de trabalho. A única recomendação é que ela evite atividades físicas por um tempo. “Este quadro é um estágio antes de um AVC, então requer cuidados. Mas já estou quase perfeita. Não tive nenhuma sequela”, contou a atriz ao VIX.

Dissecção da artéria: o que é e causas

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Victor Josan/shutterstock

A dissecção arterial é a ruptura da parede de uma artéria que leva à formação de hematomas e causa, em casos graves, acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Ela pode acontecer de forma espontânea ou pode ser originada a partir de traumas e até movimentos bruscos da cabeça, acometendo tanto a artéria intracraniana quanto a vertebral – um vaso sanguíneo que percorre a região posterior ao pescoço e ao tórax e carrega o sangue dessa parte do corpo à cabeça.

No caso da dissecção da artéria vertebral, algumas doenças, como enxaqueca, displasia fibromuscular, síndrome de Ehler-Danlos, de Marfan e pseudoxantoma elásticos também são quadros que predispõem o aparecimento da condição como descreve o neurologista Paulo Puglia Junior em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo “Tratamento endovascular das dissecções e pseudoaneurismas da artéria vertebral”.

Sintomas

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DeanDrobot/istock

Cefaleia (a famosa dor de cabeça), tonturas, dificuldade para andar ou para se movimentar, falta de coordenação motora, embaçamento da visão, dificuldade para falar, para deglutir e dor cervical são alguns dos sinais que a dissecção arterial pode apresentar no organismo.

“A dor é consequência da estimulação de terminais nervosos de fibras dolorosas no momento da ruptura da parede arterial”, indica a publicação de Puglia Junior.

Dissecção arterial e risco de AVC

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BlueRingMedia/shutterstock

O AVC, tanto do tipo isquêmico quanto o hemorrágico, é tido como a principal complicação gerada pela dissecção arterial por propiciar a diminuição ou ausência do fluxo sanguíneo no cérebro, assim como um sangramento descontrolado.

No caso da dissecção da artéria vertebral, a questão maior envolve a isquemia por possibilitar a interrupção do fluxo sanguíneo, caso se formem coágulos na região depois de um trauma no pescoço e eles causem, posteriormente, bloqueio dos vasos sanguíneos no cérebro, segundo informa a American Heart Association (AHA), um importante órgão de saúde dos Estados Unidos.

Tratamento

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fizkes/Shutterstock

O tratamento para a dissecção arterial, via de regra, é observar o paciente por alguns dias em unidades de saúde e depois seguir com o cuidados a partir da administração de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários – especialmente para evitar a formação de coágulos que levem ao AVC isquêmico.

Em alguns casos, a intervenção cirúrgica é necessária. Uma possibilidade é o enxerto da artéria carótida interna na região lesionada.

“Porém, a dissecção geralmente acomete um segmento muito longo para permitir abordagem cirúrgica”, adverte Puglia Junior em seu artigo.

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