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5 condições de saúde que Marília Mendonça revelou ter por causa do sobrepeso

A cantora sertaneja Marília Mendonça revelou com mais detalhes em suas redes sociais os motivos que a levaram a procurar um especialista em emagrecimento para ajudá-la a perder peso.

Ao contrário do que muitos podem pensar, ela declarou em seu Twitter que a intenção é, na realidade, a manutenção de sua saúde, já que ela viu seus exames terem resultados alterados.

"Quando vejo julgamentos sobre o meu novo estilo de vida, já não me importo mais. Vocês não sabem o drama que é uma menina de 22 anos estar com colesterol alto, gordura no fígado (quase hepatite), hormônios desregulados, insônia pesada e gastrite nervosa", desabafou a cantora em sua conta no Twitter sobre cinco condições de saúde relacionadas à alimentação desregrada e sobrepeso.

Quando o sobrepeso e obesidade são um problema?

Nem todas as pessoas com excesso de peso desenvolvem os mesmos sintomas que Marília Mendonça e nem tão cedo quanto ela. Porém, com o passar dos anos, o excesso de peso deixa o corpo mais suscetível a doenças crônicas e pode acarretar complicações.

Embora tenha apenas 22 anos, Marília tem uma rotina de vida muito atribulada. Por ser cantora, ela costuma trabalhar excessivamente, trocar a noite pelo dia e, ainda, afirma que levava uma alimentação muito desregrada - fatores de risco para os quadros de saúde que revelou ter.

A seguir, veja a relação das doenças descritas pela sertaneja com o sobrepeso e fique atento aos sinais:

Gordura no fígado

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Segundo conta a nutróloga Denise Rosso, a esteatose hepática não-alcoólica nada mais é do que acúmulo de gordura no fígado. Trata-se de é um problema associado principalmente à alimentação não saudável (rica em refinados e industrializados), ao sedentarismo, ao estresse e estilo de vida inadequado, entre outros fatores.

Esses fatores causam um aumento considerável de células de gordura que, com o passar do tempo, se estocam na região abdominal e fabricam substâncias que desequilibram o organismo como um todo, como a ação do metabolismo e até mesmo dos hormônios.

A condição é causada, principalmente, por maus hábitos alimentares, condições crônicas, como a hiperlipidemia, ou mesmo a perda ou ganho muito rápido de peso.

Por ser uma doença silenciosa e que não apresenta sintomas, pode passar despercebida para a maioria das pessoas. Sem o tratamento adequado, o problema pode evoluir para uma doença hepática crônica com consequente hipertensão portal e falência hepática.

Colesterol alterado

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O colesterol alto é apontado como uma das principais causas de mortes por doenças cardiovasculares no mundo. "Isso porque pode causar invalidez precoce, infartos, acidentes vasculares cerebrais e aneurismas, que podem culminar na morte ou a invalidez", comenta o cardiologista Stephan Lachtermacher, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).

Dois fatores são considerados os responsáveis pelo aumento do índice do chamado colesterol ruim, o LDL: alimentação incorreta e fator genético.

Insônia

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Glinskaja Olga/Shutterstock

No caso da insônia, a condição pode se transformar em uma verdadeira bola de neve. Isso porque noites mal dormidas podem deixar o metabolismo mais lento, contribuindo para o ganho de peso, e ainda alterar o humor e o apetite, levando o indivíduo a consumir mais alimentos - especialmente os mais calóricos e ricos em carboidratos, para compensar a falta de energia.

Segundo a coordenadora do departamento de Sono da Academia Brasileira e Neurologia Rosana Cardoso Alvez, enquanto descansamos, nosso organismo regenera as células e controla processo como inflamações, imunidade e estresse.

A falta desse sono é responsável pela liberação de hormônios relacionados ao ganho de peso e ao aumento da incidência de doenças cardíacas, obesidade e diabetes.

Hormônios

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Master1305/Shutterstock

Além de noites mal dormidas prejudicarem a ação adequada de hormônios importantes, como a melatonina, o GH (hormônio do crescimento que tem papel importante na queima de gordura) e o cortisol, o sobrepeso em si também influencia no equilíbrio hormonal.

A endocrinologista Laura Frontana, do Hospital do Coração (HCor), explica que o excesso de peso aumenta o número de moléculas chamadas citocinas, que criam processos inflamatórios no organismo e liberam hormônios que colaboram ainda mais com a inflamação do corpo.

Gastrite

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A gastrite é uma inflamação da mucosa que reveste o estômago que ocorre pela ação do excesso de material ácido digestivo no estômago e falta de proteção da mucosa.

Entre os sintomas estão dor, queimação e/ou pontadas na boca do estômago (vazio ou não), enjoo e vômitos, perda de apetite e mais.

O problema pode aparecer por uma série de motivos, sendo o mais comum o estresse, que aumenta o suco gástrico no estômago e acaba incomodando o indivíduo.

Outro ponto que pode piorar o quadro são os hábitos alimentares. Quem come muitos alimentos processados e com potencial de fermentação no estômago e faz longos períodos em jejum também pode sofrer com a condição.

Se não for tratada corretamente, a gastrite pode evoluir para úlceras, ferimentos mais graves na parede do estômago, e até mesmo para um câncer estomacal.

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Ira Yapanda/shutterstock

A nutricionista Gabriella Reis explica que o cardápio de quem sofre com a condição deve ser muito variado e equilibrado.

"É preciso apostar em alimentos ricos em fibras, antioxidantes e proteínas, como como frutas, legumes, verduras, integrais, iogurte, carnes magras, etc. Isso porque esses ingredientes ajudam a recuperar a mucosa gástrica", comenta.

Dividir as refeições também auxilia o tratamento da gastrite, para evitar que o estômago fique vazio e o suco gástrico machuque-o.

Saúde e sobrepeso