Bianca Bin revela ansiedade e síndrome do pânico: como é? Atriz usa técnica para tratar

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Raquel Cunha/TV Globo

A atriz Bianca Bin revelou que sofre de síndrome do pânico, distúrbio caracterizado por medo intenso e crises de ansiedade, mas realiza uma técnica pouco conhecida no Brasil para controlar a doença. Entenda:

Bianca Bin tem síndrome do pânico

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Raquel Cunha/TV Globo

Em entrevista à imprensa publicada no Diário do Grande ABC, a atriz comentou a cena em que sua personagem na novela "O Outro Lado do Paraíso" (TV Globo), Clara, é jogada no mar dentro de um caixão.

"Eu sou uma pessoa que sofre com claustrofobia e fobia de água. Eu tive que vencer todos os limites e medos para gravar essas sequências", afirmou.

Bianca ainda explicou que lida com a carga emocional de sua personagem por meio da microfisioterapia, técnica que também a ajudou a tratar com suas crises de ansiedade e primeiros sintomas de síndrome do pânico.

"É uma técnica francesa, pouco conhecida no Brasil [...] É como se nosso corpo registrasse todas as situações traumáticas desde a infância e isso fosse enchendo uns potinhos. Chega um ponto que a gente tem que esvaziar", explicou.

Como é viver com síndrome do pânico?

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eldar nurkovic/shutterstock

Síndrome do pânico é um transtorno que causa reações exageradas de luta e fuga. Essas respostas são normais mediante situações de perigo de vida, porém o transtorno faz com que sujam em cenários simples e inofensivos.

O pânico causa crises de uma forte sensação de medo de que algo muito ruim aconteça, como um acidente, morte ou humilhação.

Além do desespero, o transtorno dificulta uma vida normal, já que o paciente passa a evitar situações que possam desencadear crises, se privando de fazer o que gosta e, com isso, podendo desenvolver depressão.

Como são crises de ansiedade?

As crises de ansiedade geram uma sensação incontrolável de antecipação do futuro, como uma preocupação extrema com acontecimentos, tarefas e planos.

O problema ultrapassa os limites psicológicos e causa sintomas físicos como palpitação, falta de ar, nervosismo, sudorese e cansaço mental, além de paralisação.

Microfisioterapia: o que é a técnica?

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Lorena Fernandez/Shutterstock

O fisioterapeuta Fábio Akiyama, pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, explica que a microfisioterapia é uma técnica que estimula a cura pelo toque, que por sua vez incita o corpo a identificar o agressor e reprogramar suas células para combatê-lo.

O método parte da premissa de que os tecidos são marcados por traumas físicos, químicos e psicológicos. "A microfisioterapia analisa o ritmo vital de todos os tecidos, como mucosas e músculos, a fim de diagnosticar, tratar e prevenir os desequilíbrios que geram doenças ou desconfortos", explica.

O especialista acrescenta que o método pode ser aplicado em casos como ansiedade, estresse, enxaqueca e cansaço extremo, além de ser indicado para quem deseja diminuir o consumo ou a dependência de medicamentos.

Tratamento e prevenção integrados

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O principal diferencial da técnica em comparação com a medicina tradicional é que, assim como homeopatia e outras terapias holísticas, tem como objetivo deter a causa da doença, não apenas seu sintoma.

As sessões de microfisioterapia duram aproximadamente uma hora e abrangem "mapeamentos" e estimulações do corpo do paciente por meio do toque, o que permite que o tecido reaja ao evento traumático.

Síndrome do pânico: o que fazer?