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Sintoma que fez Susana Vieira ser internada às pressas com trombose é dos mais comuns

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Mauricio Fidalgo / TV Globo

A atriz Susana Vieira, de 75 anos, precisou ser internada às pressas no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Vitória, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após desenvolver um quadro de Trombose Venosa Profunda.

A internação ocorreu logo após uma longa viagem de avião feita pela atriz de Miami, nos Estados Unidos, para o Brasil. As informações são da assessoria de imprensa de Susana, que afirmou que ela passa bem e segue no CTI por precaução, já que também passou por uma gripe forte quando estava de viagem e, por isso, ficou debilitada.

Sintoma de trombose sentido por Susana Vieira

O sinal de alerta que permitiu o rápido atendimento à atriz foi uma dor nas pernas. "Ela desenvolveu um trombo durante o voo e procurou o hospital depois de sentir dores na perna", afirma a porta-voz de Susana. 

O sintoma é um dos mais comuns nos casos de trombose e não deve ser ignorado, já que o quadro pode evoluir rapidamente se não tratado e gerar graves consequências. A seguir, entenda melhor o que é a doença desenvolvida pela atriz, seus sintomas e riscos.

Trombose Venosa Profunda: sinais e sintomas

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Anna Sintsova / Evellean / BlueRingMedia / Lemberg Vector studio / Shutterstock

A trombose é uma doença causada pela obstrução de uma ou mais veias profundas por um coágulo, que impede o fluxo sanguíneo, causando, assim, a trombose. Geralmente, surge nas pernas, como no caso de Vieira, ou braços.

É uma condição grave, pois pode ter consequências drásticas, como a embolia pulmonar, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e até mesmo morte.

Muito comum no Brasil, em 2016, foram registrados 35.598 tratamentos clínicos em decorrência da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com informações do Ministério da Saúde.

Sintomas

"Os sintomas variam muito conforme o local em que o coágulo se encontra. A trombose no pé é menos comum e menos grave do que na panturrilha, por exemplo, que por sua vez é menos alarmante do que nas coxas", explica o angiologista e cirurgião vascular Ricardo Brizzi.

"Os mais comuns, no entanto, são um incômodo considerável na região, calor, sensibilidade, inchaço e vermelhidão nas pernas", afirma o especialista. 

Ele afirma que é possível, sim, notar os sinais da trombose, porém, há pessoas que os neglicenciam. Portanto, ele recomenda que qualquer dor estranha nos membros inferiores deve ser relatada com urgência a um médico. 

Complicações da trombose

“Algumas pessoas ficam com um problema de circulação crônico nas pernas chamado de Síndrome pós-trombótica. "Podem aparecer manchas, alguns vasos ficam com volume aumentado, crescem as chances de varizes, e isso precisa ser acompanhado por um médico”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, do hospital Albert Einstein (SP).

Outro desdobramento grave da trombose é a embolia pulmonar, condição grave e que necessita de acompanhamento médico com urgência. "Entre os sinais de uma embolia pulmonar, há a falta inesperada de respiração ou a respiração rápida, dores no peito, frequência cardíaca alta, tosse e catarro com sangue", comenta Aline. 

A embolia acontece quando parte de um coágulo, que pode estar em qualquer parte do corpo, se desprende de alguma veia, circula pela corrente sanguínea e atinge um órgão. O mais comum é o pulmão, mas também pode ser o cérebro. Pode, inclusive, ser fatal em muitos casos. 

Causas e fatores de risco: quem pode ter a doença?

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Hriana/Shutterstock

Há um papel importante da carga genética na probabilidade de desenvolver a doença. Porém, há outros fatores importantes que devem ser levados em consideração.

É o caso do excesso de peso (obesidade), do uso de pílulas anticoncepcionais, tabagismo, insuficiência cardíaca e até mesmo a desidratação. Além disso, um importante fator de risco é o repouso prolongado - ou seja, passar muito tempo sentado ou deitado.

Nos hospitais, pacientes que ficam deitados por um longo período de tempo têm chance de desenvolver a condição, por exemplo. No caso de Susana Vieira, a viagem longa contribuiu para o problema de circulação sanguínea que resultou no trombo.

"Viagens com duração de 7 a 8 horas já podem ser consideradas longas, em avião, carro ou ônibus", comenta Brizzi. 

Tratamento

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JPC-PROD/Shutterstock

O cirurgião vascular explica que há casos em que o coágulo, por ser pequeno, necessita ser dissolvido apenas com um medicamento anticoagulante. No entanto, em casos mais sérios, quando a área prejudicada é maior, a internação no hospital é essencial para o acerto do medicamento e controle da doença.

O tipo de anticoagulante varia de acordo com a gravidade do quadro deve ser tomado, em média, por 6 meses. "Após esse período, deve ser feito um doppler de rotina para ver como está o andamento da condição", comenta o especialista. 

"Além disso, é, claro, mudar o estilo de vida e tomar atitudes benéficas para a movimentação do corpo é fundamental."

Prevenção da trombose

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Jo Panuwat D/shutterstock

Brizzi explica que as atitudes para prevenir a trombose envolvem exercícios físicos que melhorem a circulação, como caminhadas, e mudança de hábitos que apresentem riscos.

"As recomendações são evitar cigarro, controlar o peso, movimentar as pernas após muito tempo sentado, usar meia de compressão, se for o caso, e, claro, sempre procurar orientação médica", diz. 

Como evitar trombose em viagens

  • Usar meias de compressão, de acordo com orientação médica;
  • Tomar bastante água, manter-se hidratado;
  • Usar um massageador de pernas;
  • Usar roupas e sapatos confortáveis, que não apertem ou prendam a circulação;
  • Procurar fazer caminhadas nos corredores do avião ou ônibus a cada duas horas;
  • Caso a viagem seja de carro, fazer uma pausa a cada duas horas para se movimentar.

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