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Calvície feminina pode surgir logo após a puberdade e causas vão além da genética

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MRAORAOR/Shutterstock

Ter cabelos saudáveis é muito importante para a autoestima da mulher e perdê-los pode ser muito perturbador. A origem mais comum da calvície é a genética, no entanto, outros fatores podem colaborar.

A seguir, veja o que causa calvície feminina.

Por que é mais difícil mulher ficar careca?

Segundo o cirurgião plástico especializado em transplante capilar Márcio Crisóstomo, é mais difícil as mulheres ficarem calvas em comparação aos homens porque os hormônios que causam queda de cabelo são predominantes no sexo masculino, como a testosterona. 

No entanto, mulheres também produzem tais substâncias, mas em menor quantidade, o que explica por que elas também podem sofrer com a alopecia, nome da condição que reduz os pelos e cabelos.

Quando calvície pode começar?

O especialista explica que a calvície pode começar a partir da puberdade, mas é comum vê-la após os 30 anos.

Já a dermatologista Hilda Soares, da clínica Fares, complementa que a calvície feminina é mais frequente depois dos 40 anos e se intensifica após a menopausa.

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Manuel Faba Ortega/istock

Causas de calvície feminina

A médica explica que as principais causas da calvície feminina são predisposição genética e ação de hormônios masculinos. Apesar disso, outros fatores podem desencadear ou acelerar a condição, como:

Baixa reserva de ferro

O ferro promove a oxigenação dos tecidos, sendo essencial para o crescimento de todas as células do organismo.  Assim, a deficiência desse nutriente, que em excesso caracteriza anemia ferropriva, prejudica os fios e causa sua queda.

Deficiências nutricionais

Além do ferro, diversas outras substâncias são importantes para o crescimento capilar saudável, como biotina e vitamina C. Portanto, a carência desses componentes colabora com a alopecia.

Disfunções na tireoide

Pessoas com hipertireoidismo ou hipotireoidismo podem ter como sintoma a queda dos fios, já que a desregulação da glândula tireoide altera diversas funções do organismo, como crescimento dos fios.

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PopTika/Shutterstock

Doenças autoimunes

Doenças em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo, como lúpus, também podem fazer os cabelos caírem.

Estresse

Os sintomas do estresse vão muito além do emocional, visto que o estado libera substâncias, como adrenalina e cortisol, que incentivam a queda dos fios. 

Oleosidade do couro cabeludo

A testosterona produz excesso de oleosidade que entope os poros do couro cabeludo e prejudica o crescimento e a qualidade dos fios.

Além disso, a oleosidade pode provocar dermatite seborreica, doença cuja falta de tratamento causa queda capilar.

Como diferenciar a calvície da queda de cabelo comum?

A dermatologista da Clínica Fares explica que a calvície é notada principalmente pela redução do volume do cabelo, que fica com aparência rala e com o couro aparente. "É diferente da queda comum, que ocorre no banho ou ao se pentear", esclarece.

O que fazer?

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Webum/Shutterstock

O ideal é buscar um dermatologista para que a origem da alteração seja investigada e o devido tratamento, indicado.

"Caso os fios não tornem a crescer com facilidade, há uma ampla gama de terapias disponíveis", lembra o especialista em cabelos Márcio Crisóstomo.

Entre as opções, estão loções para melhorar a circulação do couro cabeludo, medicamentos para amenizar os efeitos dos hormônios, medicações tópicas, shampoos específicos, lasers de baixa potência, infiltração ou microagulhamento na cabeça, além do transplante capilar fio a fio.

Calvície e saúde