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Médicos americanos mudam recomendação sobre exame de próstata: entenda como fica

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Em 2012, cientistas e pesquisadores do US Preventive Service Task Force, grupo influente ligado ao governo norte-americano, afirmaram que o exame de sangue para medir o PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico) não deveria mais ser realizado em homens saudáveis na tentativa de detectar um câncer de próstata. O órgão alegava que os riscos do teste eram maiores do que seus benefícios.

Porém, os cientistas acabam de voltar atrás nesta contraindicação. Entenda o que eles afirmam e o que muda para o paciente.

PSA para detectar câncer

De acordo com a recomendação publicada em abril de 2017 na revista científica Jama, da Associação Médica Americana, os médicos devem informar os homens de 55 a 69 anos sobre os possíveis benefícios e riscos do PSA e cabe ao paciente decidir se quer ou não fazer este exame.

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Esta mudança na indicação aconteceu após a revisão de alguns estudos e a verificação de um pequeno benefício do exame, indicando um equilíbrio entre os prós e os contras de realizá-lo.

Há 5 anos, o exame que avalia a quantidade de proteína produzida pela próstata havia sido contraindicado porque os pesquisadores acreditavam que, com a popularização do exame, muitos homens passaram a fazer biópsias e cirurgias de retirada de próstata desnecessárias.

Perigo dos falso-positivos

De acordo com o grupo, isto acontecia devido a resultados falso-positivos, já que uma dosagem alta de PSA não é sinônimo de câncer de próstata. Esta alteração também pode estar relacionada a infecção no órgão ou crescimento benigno dele.

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Entre os perigos de realizar a biópsia e a cirurgia quando ela não é necessária estão: risco de sangramento, infecções, disfunção erétil, incontinência urinária, problemas no intestino e ainda um pequeno risco de morte.

Apesar de polêmico, o ator Ben Stiller descobriu um câncer de próstata através do PSA. Curado, ele afirma que só está vivo e saudável graças à realização precoce deste exame. 

Como é no Brasil? 

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o exame de toque e o PSA sejam feitos de acordo com a avaliação médica, ou seja, não indica a organização de programas de rastreamento do câncer de próstata.

Os motivos para a não realização deste exame por todos os homens são a baixa eficácia para prevenir mortes, já que o exame resulta em uma diminuição considerada pequena dos casos fatais, e as possíveis sequelas que os exames de detecção do câncer podem causar.

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