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9 mortes suspeitas: órgão de saúde dos EUA confirma ligação de silicone com câncer raro

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O FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano de regulação na área da saúde) acaba de reconhecer que mulheres com próteses de silicone têm um risco aumentando de desenvolver um tipo raro de câncer.

Silicone pode causar câncer

A instituição foi informada sobre nove mortes decorrentes de linfoma anaplásico de grandes células (ALCL na sigla em inglês), um tipo extremamente raro de tumor que afeta células do sistema imunológico e que é associado a implantes mamários.

“Todas as informações atuais sugerem que mulheres com implantes mamários têm um risco muito pequeno, porém aumentado, de desenvolver ALCL em comparação às mulheres que não têm implantes mamários”, declarou o FDA sobre a ligação entre silicone e câncer.

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Linfoma anaplásico de grandes células

O ALCL não é um tipo de câncer de mama. Ele geralmente tem início nos gânglios linfáticos e pode se espalhar para a pele.

Apesar de ser um tumor de rápido crescimento, é descrito como altamente tratável se identificado precocemente.

O FDA levantou a hipótese da relação entre implantes de silicone e ALCL pela primeira vez em 2011. Desde então, o órgão vem aprendendo mais sobre esta ligação.

Tipos de silicone mais associados à doença: quem corre maior risco?

“Até agora, a maior parte dos dados sugere que o ALCL ocorre mais frequentemente após o implante de silicones com superfície texturizada, em oposição àqueles com superfície lisa”, afirma o órgão norte-americano. O implante texturizado é o mais utilizado nas cirurgias mamárias.

Até 1º de fevereiro de 2017, o FDA havia recebido 359 relatos médicos de linfoma anaplásico de grandes células ligado ao implante mamário, incluindo 9 mortes.

Destes, 231 continham informações sobre a superfície do silicone, sendo que 203 eram do tipo texturizado e 28 do liso.

Além disso, 312 informes apontavam o tipo de preenchimento das próteses: 186 eram de silicone gel e 126 eram prótese salina.

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Tenho silicone: o que devo fazer?

Apesar dos novos dados, o órgão lembra que a condição é bastante rara e não é necessário alarde. “Se você tem implantes mamários, não há necessidade de mudar sua rotina de cuidados médicos e exames de rotina”, afirma.

O FDA também não recomenda que médicos façam a remoção preventiva das próteses em pacientes que não apresentam sintomas, que incluem dor, caroços, inchaço ou assimetria.

A cartilha ainda indica que pacientes sigam fazendo mamografia de rotina conforme indicação do médico e, para aquelas que possuem silicone gel, também são recomendadas ressonâncias magnéticas periódicas para a investigação de possíveis rupturas.

Riscos do silicone