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Alcione é internada com glicemia alta e acaba passando por intervenção no coração

A cantora Alcione está internada desde o último domingo (18) no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para realizar uma bateria de exames. Marrom foi encaminhada para o hospital porque passou mal logo após finalizar um show no Sesc Itaquera, também na capital paulista.

O que Alcione teve?

De acordo com a assessoria da cantora, na última semana, ela teve uma crise de bronquite alérgica, doença crônica que a cantora enfrenta há anos. No episódio que resultou na internação, entretanto, ela apresentou uma “ligeira variação da taxa glicêmica” e, por isso, ficou no hospital para realizar exames.

Em boletim médico divulgado na tarde desta terça-feira (20), o hospital afirma que Alcione deu entrada no Sírio-Libanês com dispneia – dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta associada a doença cardíaca ou pulmonar.

Cateterismo e angioplastia

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Após a realização de exames, Alcione foi submetida a um cateterismo que evidenciou a obstrução de artérias coronárias. Por isso, foi necessário realizar uma angioplastia para a colocação de stent.

A angioplastia é uma intervenção destinada a reparar um vaso deformado, estreitado ou dilatado. Nela, é feita uma desobstrução através do próprio cateter e colocado um stent no local que estava obstruído.

Segundo o cardiologista e coordenador do departamento de emergências do HCor Edgard Ferreira, este procedimento é feito quando a obstrução não é muito grande e o cateter consegue chegar e realizar a desobstrução com eficiência.

Pedro Bial também teve um problema cardíaco, mas, no caso dele, foi necessário a realização de três pontes de safena, processo mais invasivo. 

Estado de saúde

Segundo o boletim, a cantora está estável e deve receber alta nos próximos dias.

Taxa glicêmica

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pittawut/Shutterstock

Além da crise de bronquite recente, a assessoria de Alcione afirma que a cantora também apresentou uma taxa de glicemia um pouco acima do normal, o que teria contribuído para o seu mal-estar.

De acordo com a endocrinologista e metabologista Cassandra Pauperio, a glicemia alta é um indicador do diabetes. "Se no exame de sangue a glicemia der acima de 126 mg/dl duas vezes ou se a hemoglobina glicada der acima de 6,5% ou a curva glicêmica for mais que 200 mg/dl, a pessoa está diabética”, comenta.

O normal é a glicemia ficar entre 80 e 99 mg/dl. Acima de 100, ela já é considerada alta. De acordo com a médica, é difícil uma pessoa ser saudável e ter um pico de glicemia a ponto de apresentar sintomas. “Uma pessoa saudável geralmente consegue se defender do excesso de açúcar, e o pico logo abaixa. Pode até sentir uma sonolência, mas logo passa”, explica.

Sobrepeso, sedentarismo, estresse, cigarro ou estar tomando cortisona por algum motivo são fatores que contribuem para o aumento da glicemia e, consequente, dificuldade para normalizá-la. Os fatores são comuns aos que predispõem doenças cardiovasculares.

Doenças cardíacas