Cheiro forte na vagina: afinal, como reconhecer se ele foge do odor característico da área?

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Por produzir suor, gordura e secreções, a vagina exala odor característico e, além de natural e inofensivo, é fundamental para a saúde íntima da mulher. Mas isso não significa que qualquer cheiro deva ser ignorado, já que, quando foge do normal e se apresenta de maneira forte, pode indicar um problema na região que deve ser levado ao ginecologista.

Cheiro forte na vagina

Um dos motivos pelos quais a mulher sente odor forte na vagina é um quadro de incontinência urinária, quando ocorre perda e escape de urina que fica presa na vulva e da calcinha. O fato acontece principalmente com gestantes e idosas em situações de esforço, como ao levantar um peso ou ao espirrar, por exemplo.

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Se você sente que sofre essa perda de urina, consulte um ginecologista. Os tratamentos podem variar desde fisioterapia uroginecológica, que ensina exercícios para fortalecer a região pélvica, até cirurgias para conter a incontinência.

Quando a transpiração na região íntima é excessiva, como em casos de hiperidrose, o suor pode se acumular nas dobrinhas da virilha e do bumbum e até na região do monte de vênus, gerando odor mais forte que o normal. A umidade da região também pode acabar contribuindo para o desenvolvimento de infecções.

Fatores mais graves, como infecção por bactéria, também podem alterar o odor característico da área íntima. A vaginose causada pela bactéria gardnerella vaginalis, que naturalmente vive na flora vaginal, cresce mais do que deveria quando há algum desequilíbrio do pH da região, provocando o incômodo.

O sintoma mais comum é o cheiro de peixe podre na vagina, que costuma ser acompanhado de um corrimento branco, às vezes um pouco amarelado. O cheiro ruim tende a se tornar ainda mais forte durante a menstruação ou após a relação sexual, pois o sangue e o sêmen desequilibram ainda mais o pH, tornando-o mais alto.

Doenças sexualmente transmissíveis, como tricomoníase, também podem ser causas do cheiro forte na vagina. A DST apresenta sintomas nas mulheres e é assintomática nos homens. Coceira, corrimento amarelo-esverdeado e odor que foge do tradicional são as principais características da condição.

Como lavar a vagina corretamente

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De acordo com especialistas, a mulher deve lavar as áreas externas da vulva no chuveiro com água ou com um pouco de sabão sem perfume. Tenha cuidado para não esfregar a área com muita força, pois pode causar pequenas feridas que podem ser portas de entrada para infecções. Por fim, seque completamente antes de se vestir para evitar a umidade que atrai bactérias.

Usar perfumes, lenços, duchas, talco ou qualquer outro produto não é recomendável, pois pode, além de piorar o odor, acabar alterando o pH vaginal, aumentando assim os riscos de irritação, infecções fúngicas, vaginose bacteriana e até mesmo doença inflamatória pélvica.

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