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Gaby Amarantos conta que cachos viviam com creme na infância: "Evitar os apelidos"

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Apesar da transição capilar ser um tema muito abordado atualmente, Gaby Amarantos decidiu usar a relevância do assunto para desabafar sobre sua relação com os cachos na infância.

Alvo de muito preconceito na época, os fios da cantora passaram boa parte dos anos sendo "domados" para não chamar atenção.

Gaby Amarantos fala dos cachos

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Dona de um cabelo crespo, Gaby Amarantos passou a sua infância tentando mudar a estrutura dos fios. A cantora abordou o tema em um post em seu perfil no Instagram em contraste ao fato da transição capilar ser tão comentada atualmente.

Segundo ela, nada substitui o fato de ela ter passado boa parte da vida em uma relação ruim com sua aparência. "Vocês aí falando de transição, mas tudo o que eu queria é ter vivido a plenitude dos meus cachos na infância", afirmou.

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Quando era criança, Gaby tentava de todo jeito tirar o volume de seus fios. "Passava uma mão cheia de creme até minhas 'brusinhas' ficarem meladas com aquela mistura que, revivida por água, escorria feito lágrima por não deixar o cabelo armar afim de evitar os apelidos maldosos".

A cantora se lembra que só se sentia livre daquilo quando estava sozinha. "Fecho os olhos e tento lembrar da textura, do volume que formava a arvora que eu sempre tolhia, lembro que no banho ele dobrava de tamanho e feito mágica passava da cintura, lembro do banheiro com água até no teto de tanto que eu batia minha juba e aquele era meu momento secreto de libertação".

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No entanto, as chacotas também a marcaram. "Lembro de pular no rio e emergir ao som do povo rindo da quantidade de produto que eu deixava como um rasto, umas gororobas que minha mãe fazia pra hidratar".

O texto honesto de Gaby provocou identificação entre suas fãs, que se reconheceram na fala da artista. Teve seguidora comentando que também vivia de creme, enquanto outras reforçaram a questão do preconceito. "As histórias só mudam de endereço, mana. Mas na real é tudo do mesmo processo é o mesmo roteiro: racismo", disse uma delas.

Gaby encerrou seu texto falando que deixa um legado para as sobrinhas: "Minhas meninas não vão passar por isso, eu converso, faço montação e uns ensaios fotográficos caseiros pra mostrar à elas o tanto que elas e seus cabelos são lindos".

Aceitação e empoderamento